Por Bruno Manson
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Prosseguem as investigações para apurar o suposto estupro de vulnerável ocorrido na Emeb ‘Antônio dos Santos Cabral’, localizada no Parque dos Resedás II, em São João da Boa Vista. O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais, o que acabou acarretando na disseminação de informações distorcidas, além da exposição indevida de detalhes do fato, bem como da identidade da vítima e de seus familiares. Até o nome de um professor foi mencionado incorretamente, agravando ainda mais a situação.
Em meio a este cenário, a Polícia Civil segue com a apuração do caso e já está realizando a coleta dos depoimentos de todos os envolvidos. Paralelamente a isso, a Prefeitura de São João da Boa Vista abriu um processo de sindicância, a qual tem um prazo de 15 dias para concluir os trabalhos e apresentar o relatório final.

O CASO
Conforme apurado pelo jornal O MUNICIPIO, a vítima é uma garota de 5 anos. Em depoimento à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), a mãe da vítima contou que, no dia 28 de maio, a buscou na escola e, ao chegarem em casa, notou que comportamentos diferentes na criança. Segundo o relato, a menina não a deixava encostar no seu corpo para dar banho e estava com marcas nas coxas, semelhantes a apertões. Além disso, ela se queixava de ardência na região genital.
De acordo com o boletim de ocorrência, no dia 31 de maio, a garota acabou revelando parte de uma conversa que teve com um professor, o que causou ainda mais estranhamento por parte da mãe devido ao teor do assunto.
Já na manhã de segunda-feira (2), enquanto tomava café, a menina deu mais detalhes sobre o ocorrido, mencionando até mesmo uma ameaça sofrida. Diante do relato, a mãe a levou para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Lá, ela foi orientada a procurar o Plantão Policial e a registrar o boletim de ocorrência versando sobre o crime de estupro de vulnerável. O laudo do exame foi apresentado junto à Polícia Civil.
PROFESSOR CITADO INCORRETAMENTE
Assim que o caso ganhou repercussão, o nome e a foto de um dos professores que trabalha na escola municipal foram divulgados nas redes sociais como se fosse o autor do crime. Contudo, informações preliminares dão conta de que este educador não estava prestando serviços na unidade de ensino no dia em que o suposto abuso ocorreu.
Diante disso, professores se uniram e realizaram um protesto pacífico na noite de terça-feira (3) em frente ao Theatro Municipal. A mobilização teve o apoio do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais. Na ocasião, os participantes manifestaram solidariedade ao professor mencionado indevidamente nas redes sociais e se posicionaram pela correta apuração dos fatos.
SINDICÂNCIA
A Prefeitura de São João da Boa Vista determinou uma apuração rigorosa dos fatos para verificar se a ocorrência se deu mesmo dentro da escola municipal e, em caso afirmativo, identificar os responsáveis pelo ato. Os trabalhos estão sendo conduzidos por uma comissão presidida pelo servidor Reinaldo Almeida Ramos e que tem como membros Silvana da Silva Leite Madrini, Lilian Trevizan Silva Franco e Eliandra Inês Matias Barbosa. Segundo a administração municipal, após a conclusão da apuração e a verificação completa dos fatos, serão aplicadas as sanções cabíveis à municipalidade, caso se confirmem as responsabilidades.




