Por Bruno Manson
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Até sexta-feira (2), a Prefeitura de São João da Boa Vista tinha gasto aproximadamente R$ 235 milhões, conforme aponta a plataforma Gastômetro – Gasto Brasil. Desenvolvida em parceria entre a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), a ferramenta foi lançada recentemente com o objetivo de ampliar a transparência sobre como os governos – federal, estaduais e municipais – gastam os recursos arrecadados com impostos.

A plataforma está disponível gratuitamente pelo endereço www.gastobrasil.com.br, onde qualquer cidadão pode consultar os valores pagos pelo município, Estado ou União. Os dados são obtidos dos portais da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e atualizados bimestralmente. A ferramenta também identifica eventuais lacunas de informação por parte dos entes federativos, incentivando a regularização dos repasses de dados fiscais.
CENÁRIO REGIONAL
De acordo com o Gastômetro, a Prefeitura de São João da Boa Vista é a que tem o maior volume de gastos da região, totalizando mais de R$ 235 milhões até sexta-feira (2). Em seguida aparecem as prefeituras de São José do Rio Pardo com R$ 138 milhões, Mococa com R$ 114 milhões e Vargem Grande do Sul com R$ 105 milhões.
Já Casa Branca e Espírito Santo do Pinhal possuem uma média de gastos de aproximadamente R$ 68 milhões cada. O ranking regional segue com Aguaí somando cerca de R$ 57 milhões de gastos, Tambaú com R$ 48 milhões, Santa Cruz das Palmeiras com R$ 46 milhões, Divinolândia com R$ 35 milhões e Caconde com R$ 32 milhões.
Os dados da plataforma ainda apontam Tapiratiba com R$ 27 milhões de gastos, Águas da Prata com R$ 23 milhões, São Sebastião da Grama com R$ 20 milhões, Santo Antônio do Jardim com R$ 15 milhões e Itobi com R$ 13 milhões.

IMPORTÂNCIA
Para o presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, Alfredo Cotait, o Gastômetro é mais que uma ferramenta de monitoramento. Por meio da análise de informações oficiais, tanto empreendedores quanto o público em geral conseguem verificar o volume de despesas por região. De acordo com ele, essa iniciativa facilita a compreensão da realidade econômica nacional e oferece ferramentas para despertar a participação social. “Tem um desequilíbrio. Se nós gastássemos o que se arrecada, não teríamos inflação e a taxa de juros seria de 2,33%. Assim como o Impostômetro foi um processo educativo, o Gasto Brasil também será mais um processo educativo para mostrar para a sociedade que ela precisa participar e se manifestar. Nós estamos deixando uma conta muito cara para o futuro”, concluiu.




