Labirintite: entenda a condição que afeta o equilíbrio

Por Ana Paula Fortes
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A labirintite, como é popularmente conhecida, abrange uma série de distúrbios do labirinto — estrutura do ouvido interno que regula o equilíbrio. Apesar de a labirintite verdadeira (uma inflamação ou infecção do labirinto) ser rara, o termo é amplamente usado para se referir a sintomas como vertigem, zumbido e tontura.

Sintomas: incluem náuseas, vômitos, zumbido no ouvido, perda da audição, sudorese e taquicardia (Reprodução)

Segundo a otorrinolaringologista Daniela Delalibera, as causas são diversas e vão de infecções virais a distúrbios metabólicos como diabetes e hipertensão. O problema é ainda mais comum entre os idosos: estima-se que até 65% deles enfrentem episódios de vertigem. Há também casos ligados a fatores emocionais, como ansiedade e estresse. Entre os principais sintomas estão tontura intensa, náuseas, zumbido e desequilíbrio, o que pode comprometer a qualidade de vida. “A labirintite se manifesta principalmente por tontura, ou seja, ilusão de movimento. A tontura pode se manifestar de duas formas, a vertigem, aquela sensação de que tudo está girando ou desequilíbrio não rotatório, quando há uma instabilidade, flutuação ou até mesmo a impressão de estar afundando”, explicou Delalibera.

PACIENTES

Casos como o da vendedora Camila da Cunha Ferreira, que teve episódios ligados a questões emocionais, ilustram como o tratamento adequado pode trazer alívio. “Eu tinha tonturas leves, principalmente quando fazia movimentos bruscos, como me levantar da cama. Como essas tonturas me causavam enjoo, decidi procurar um médico”, contou. Ela tomou medicamento por um curto espaço de tempo, o que resolveu a questão e até agora não voltou a ter novos sintomas.

Já Aury Alves convive com crises recorrentes e reforça a importância do acompanhamento contínuo. “Eu não conseguia andar em linha reta, já caí muitas vezes por conta disso. Fiz um tratamento demorado, mas, voltei a ter e a tratar. Sempre fico preocupada de ter os sintomas novamente”.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico requer exames como audiometria e ressonância magnética. O tratamento varia: pode incluir medicamentos, fisioterapia específica (reabilitação vestibular), manobras de reposicionamento e até procedimentos cirúrgicos.

Alimentos como chocolate, café e refrigerantes, além do estresse e sedentarismo, são fatores de risco importantes. A médica alerta: sintomas graves ou persistentes exigem atenção médica imediata.

Em São João da Boa Vista, onde a população idosa é significativa, os casos de labirintite não são incomuns. As unidades de saúde locais e profissionais especializados têm papel fundamental no diagnóstico precoce e no acompanhamento dos pacientes. Manter hábitos saudáveis e buscar ajuda médica diante de sinais persistentes são medidas essenciais para garantir bem-estar, especialmente para os sanjoanenses que enfrentam a condição. Com informação e tratamento, é possível recuperar o equilíbrio e a qualidade de vida.

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