Por Ana Paula Fortes
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São João da Boa Vista começará a vacinar a população contra a gripe na segunda-feira (7), conforme a orientação do Ministério da Saúde. A data escolhida coincide com o Dia Mundial da Saúde, quando profissionais da área discutem o tema e meios para a conscientização da prevenção de doenças.
A vacina estará disponível de segunda a sexta-feira, em todo o horário de funcionamento das unidades de saúde, durante todo o ano. De acordo com dados da Vigilância Epidemiológica, em 2024, foram imunizadas 27.027 pessoas. Para este ano, a expectativa é que 90% da população alvo seja vacinada.

A CAMPANHA
É importante que esse imunizante seja tomado anualmente, já que os vírus da influenza sofrem mutações constantes. Pela primeira vez na campanha, a vacina ficará disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de forma permanente, além das ações sazonais. Isso quer dizer que as pessoas que fazem parte do grupo prioritário poderão tomar a dose a qualquer momento do ano.
Durante o lançamento da operação em Brasília (DF), o ministro Alexandre Padilha reforçou a importância da vacinação contínua. “O público prioritário que comparecer a uma unidade de saúde para qualquer atendimento terá a vacina contra a influenza disponível o ano todo. Nosso objetivo é fazer do Brasil o país com o maior e mais diversificado sistema vacinal do mundo”, afirmou.
PÚBLICO PRIORITÁRIO
Além dos grupos já incluídos no Calendário Nacional de Vacinação, como crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos, a campanha abrange trabalhadores da saúde, puérperas, professores (ensinos básico e superior), povos indígenas, pessoas em situação de rua, profissionais das forças de segurança e salvamento, membros das Forças Armadas, pessoas com doenças crônicas ou condições clínicas especiais, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros e trabalhadores do transporte coletivo, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional, além da população carcerária e jovens em medidas socioeducativas, de 12 a 21 anos.
CRONOGRAMA
No Brasil a campanha será realizada em duas etapas: no primeiro semestre nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul (período de maior circulação viral) e no segundo semestre na região Norte, alinhado ao “Inverno Amazônico”, quando há pico de casos.
No total, o Ministério da Saúde investiu R$ 1,3 bilhão na aquisição de 73,6 milhões de doses, com expectativa de proteger 81,6 milhões de pessoas.
EFICÁCIA E SEGURANÇA
A vacina contra a gripe tem eficácia de 60% a 70% na prevenção de casos graves e óbitos. A versão de 2025 protege contra as cepas H1N1, H3N2 e B, e pode ser administrada junto a outras vacinas do calendário. É contraindicada apenas para bebês menores de 6 meses e pessoas com histórico de reação alérgica grave. “A vacina previne casos graves e mortes. Vamos realizar um Dia D nos municípios para reforçar a adesão”, afirmou Misleana Vilela, chefe de imunização da Vigilância Epidemiológica.
Influenza e Covid-19 seguem como ameaças à saúde pública, especialmente para não vacinados. O Ministério da Saúde reforça: vacinar-se é um ato de proteção individual e coletiva. As doses são gratuitas, seguras e disponíveis na rotina anual.
Dia Mundial da Saúde: OMS alerta para a importância do acesso a serviços de qualidade
Dia 7 de abril é a data escolhida para que a Saúde seja o tema em destaque. Instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1948, o objetivo é conscientizar a população do mundo todo sobre questões prioritárias na área da saúde global. O tema deste ano, “Saúde para Todos: Garantindo Equidade e Solidariedade”, reforça a importância do acesso universal a serviços de qualidade, especialmente em um mundo ainda marcado por desigualdades.
A OMS alerta que, apesar dos progressos nas últimas décadas, metade da população mundial ainda não tem acesso integral a cuidados essenciais. Doenças evitáveis, como malária, tuberculose e HIV, continuam afetando milhões, enquanto a má nutrição e a falta de saneamento básico agravam os índices de mortalidade em países pobres.
No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos melhores exemplos de saúde pública universal, oferecendo desde vacinação até transplantes gratuitamente. No entanto, desafios como filas de espera, subfinanciamento e desigualdades regionais ainda precisam ser superados.




