Por Pedro Souza
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São João da Boa Vista vive um momento de crescimento acelerado, com novos loteamentos sendo aprovados e a cidade se expandindo para atender à demanda habitacional. Diante deste cenário, torna-se fundamental o planejamento para que essa expansão ocorra de forma sustentável, sem sobrecarregar a infraestrutura e os serviços públicos.
Em entrevista ao O MUNICIPIO, Milton Cavalcante Filho, diretor do Departamento de Gestão e Planejamento Urbano, falou sobre as estratégias da prefeitura para equilibrar o crescimento e a qualidade de vida. Entre outros temas abordados, ele também comentou alguns problemas que precisam ser resolvidos, como os novos postes instalados pela Neoenergia Elektro e a interdição da ponte da rua Campos Sales, por exemplo.

ENTREVISTA
O MUNICIPIO: Como está o planejamento de infraestrutura para atender a expansão de São João da Boa Vista?
MILTON: A prefeitura realiza estudos contínuos para identificar regiões em crescimento e suas demandas. Com base nisso, obras de infraestrutura são planejadas antecipadamente, garantindo expansão sustentável e evitando carências de serviços públicos. Todos os projetos de loteamentos ou ampliação urbana passam por análise técnica para direcionar recursos e assegurar atendimento pleno às necessidades.
O MUNICIPIO: Quais os planos da administração municipal para equilibrar o crescimento populacional com a infraestrutura necessária?
MILTON: Além dos estudos técnicos, a administração exige que empreendimentos privados incluam contrapartidas, como construção de escolas, postos de saúde e áreas de lazer. O departamento fiscaliza a execução dessas obras para garantir qualidade. Em áreas de expansão, o foco é suprir serviços básicos antes da ocupação, evitando déficits futuros.
O MUNICIPIO: Recentemente, houve um aumento no número de loteamentos aprovados na cidade. Como funciona o processo de liberação desses empreendimentos imobiliários?
MILTON: Todo empreendimento de médio/grande porte exige um Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), que analisa demandas de mobilidade, infraestrutura e meio ambiente. Com base no EIV, firmam-se termos de compromisso para que empresas reduzam impactos, como construção de praças, melhorias viárias ou reposição de vegetação. Para projetos menores, é obrigatório um estudo simplificado, podendo exigir ajustes como sinalização, redutores de velocidade ou ampliação de redes de água e esgoto.
O MUNICIPIO: Como a prefeitura está resolvendo os danos causados pela Neoenergia Elektro na instalação de novos postes?
MILTON: A obra da Elektro foi embargada após causar podas ilegais, interrupção do trânsito sem aviso e instalação inadequada de postes, como na Praça do Cristo. A empresa não tinha projeto aprovado pela prefeitura. Após notificações, reuniões definiram a necessidade de realinhar o trajeto da rede e reparar danos em calçadas. A concessionária se comprometeu a comunicar obras futuras com antecedência.
O MUNICIPIO: Qual a situação atual da ponte da rua Campos Sales, na região central?
MILTON: A ponte foi interditada devido a recalques nas fundações, agravados pelas chuvas. Uma empresa especializada foi contratada para elaborar o projeto de recuperação, que deve ser concluído em 15 dias. Após licitação, as obras começarão, priorizando segurança. A prefeitura reconhece os transtornos e reforça que a interdição foi necessária para evitar riscos.
O MUNICIPIO: Alguma consideração final?
MILTON: A participação popular é essencial para identificar demandas locais e direcionar políticas públicas. Relatos da população ajudam a priorizar intervenções em áreas como saúde, educação e infraestrutura.




