Por Clovis Vieira
[email protected]
Desde 25 de janeiro, a Academia de Letras de São João da Boa Vista conta com nova diretoria. A posse aconteceu durante a 294ª Reunião Ordinária na sede da Academia, localizada na Estação das Artes ‘José Roberto Simões’. O novo grupo de acadêmicos, presidido por Lia Romano, cuidará dos destinos da Arcádia durante o biênio 2025/2027.

A presidente, Carmen Lia Batista Botelho Romano, 64, é formada em Ciências Sociais, com habilitação em Sociologia, Antropologia e Geopolítica. Complementou seus estudos com História e Direito, além de inúmeras pós graduações na área do Magistério. “Desde os meus 19 anos, atuo em sala de aula”, ressaltou. Também tem mestrado em Sustentabilidade e Qualidade de Vida, com foco na questão do ser humano enquanto trabalhador.
Lia credita sua entrada na Academia, aceitando convite do confrade Francisco Arten, à percepção de seus colegas sobre sua “visão de preocupação da Cultura e do conhecimento”, itens inestimáveis naquela agremiação. “Eu me envolvo demais com a Academia, é uma segunda casa, para mim”, afirmou.
REVITALIZAÇÃO
Com relação à redução do impacto que a Arcádia já exerceu na sociedade sanjoanense, se comparado às décadas de 1970 (quando foi fundada) e 1980, a nova presidente salienta que a Academia gozou de grande importância no contexto de sua década de fundação, “quando as pessoas a enxergavam como um baluarte da Cultura” e ser um acadêmico identificava pessoa com conhecimentos vastos e profundos, com boa escolaridade, em geral autora de um ou mais livros. E reverter esse quadro, pelo menos em parte, “é uma questão de que as pessoas sejam chamadas de volta”, afirmou.
Revitalizar a Academia é, de acordo com a presidente, ponto de honra desta nova diretoria. “Eu penso que o nosso trabalho é desenvolver atividades que chamem os acadêmicos para um convívio cultural; esse esforço pode trazer de volta também aquela parte da população interessada em literatura, em artes, que busca esses encontros tão prazerosos”.
Entre as promoções já pensadas, bastando apenas finalização, consta um evento destacando a importância do sambista sanjoanense Geraldo Filme, já para fevereiro.
ATIVIDADES
Eventos assim não estariam confinadas apenas ao âmbito da Academia, mas avançariam às salas de aula, não como “um grande projeto”, mas sim como uma promoção de tamanho reduzido, que possa ser bem administrado, para depois tomar outras proporções. “Queremos questionar a juventude ‘você já ouviu falar de Geraldo Filme?’… eu tenho a certeza de que não!” Para este e outros projetos já em estágio de organização, Lia afirma que a Academia está alinhada com o Departamento de Cultura, cuja diretora, Lucelena Maia, também é acadêmica.
Outra homenagem futura está direcionada à sanjoanense Pagu em comemoração aos 115 anos do nascimento dela. Da mesma forma, haverá a manutenção da Revista Arca, que expressa o pensamento e o sentimento da Academia em textos históricos e literários. Convites direcionados a estudantes e pessoas que apreciam a literatura também estão na pauta das atividades de 2025.




