Por Bruno Manson
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A professora e combatente Maria Stela Rosa Sguassábia receberá uma homenagem póstuma em reconhecimento a sua trajetória de bravura, dedicação e serviço ao País, especialmente durante a Revolução Constitucionalista de 1932. A heroína ganhará o título de Doutora Honoris Causa em Educação durante uma solenidade programada para a terça-feira (22), às 19h30, no Theatro Municipal. A menção honrosa será concedida pelo UniFAE e pelo UniFEOB, em uma cerimônia que contará com a participação da Banda Sinfônica da Polícia Militar.

De acordo com o comandante do 24º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I), tenente-coronel PM Marcelo Domingos Facadio, a homenagem póstuma será uma ocasião especial para a comunidade sanjoanense. “A trajetória de Maria Sguassábia simboliza o valor do sacrifício e da luta pela liberdade, sendo uma figura de grande relevância histórica e social. Sua contribuição à causa constitucionalista e seu legado de dedicação ao ensino justificam a concessão do título de Doutora Honoris Causa”, afirmou o comandante, destacando que a solenidade é gratuita e será aberta ao público e aos órgãos de imprensa.
A HOMENAGEADA
Nascida em 12 de março de 1889, em Araraquara (SP), Maria Sguassábia destacou-se não apenas como professora de escola primária rural na Fazenda Paulicéia, em São João da Boa Vista, mas também como uma das poucas mulheres que atuaram diretamente no front de batalha da Revolução de 32. Além de testemunhar os eventos deste conflito, ela se envolveu ativamente, disfarçando-se de soldado para lutar nas trincheiras em defesa dos ideais democráticos.
Sob o pseudônimo de ‘Mário Sguassábia’, a combatente lutou bravamente em batalhas decisivas, como a retomada de Vargem Grande do Sul, onde liderou a captura de um comandante inimigo e foi promovida por mérito. Sua participação nos combates junto com as tropas paulistas entrou para a história como um exemplo de coragem e patriotismo.
Após o fim da revolução, Maria Sguassábia enfrentou retaliações políticas. Por ter rendido o tenente ditatorial João Batista Silveira, ela sofreu perseguições e até foi demitida do cargo de professora de escola primária. A partir daí, a combatente tornou-se costureira e, alguns anos depois, com o interventor de São Paulo, Armando de Sales Oliveira, ela conseguiu assumir o cargo como inspetora de alunos no Instituto de Educação ‘Christiano Osório de Oliveira’, em São João da Boa Vista.
Maria Sguassábia faleceu em 14 de março de 1973, aos 74 anos, e foi sepultada no Cemitério Municipal São João Batista. Em 8 de março de 2024, data em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, os restos mortais da heroína foram transferidos para o Mausoléu da Revolução Constitucionalista de 1932, que existe em homenagem aos combatentes.




