Por Clovis Vieira
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Duas décadas após ‘Alemães, suecos, dinamarqueses e austríacos em São João da Boa Vista’ (2003, 619 págs), o autor sanjoanense Jaime Splettstoser Junior, 69, prepara o lançamento do livro ‘1824’. A noite de autógrafos acontecerá no sábado (6), às 19h30, na sede da Academia de Letras de São João da Boa Vista (Alsjbv). Desta vez, os escritos chegam com dois destaques: as famílias italianas e o surgimento de São João da Boa Vista. A obra é dividida em dois volumes, cada um com 640 páginas.

“É um livro de história em duas partes. A primeira traz o que eu chamo de ‘síntese da história de São João’, sem um aprofundamento nos detalhes, mas destacando os fatos em ordem cronológica”, disse o autor. O segundo volume traz as genealogias de famílias antigas da cidade, os pioneiros, reunindo mais de 70 famílias. “Este ‘1824’ começou a ser pesquisado logo após o lançamento do meu livro anterior, momento em que iniciei a pesquisa sobre os italianos, porque a ideia era escrever sobre outros emigrantes”.
PIONEIROS
À pergunta da reportagem ‘São João da Boa Vista começou mesmo em 1824?’, o escritor respondeu: “Sim, a conclusão é essa. Em tempos anteriores, houve uma tentativa de mudar essa data, eu não sei bem como nem por que isso aconteceu. Depois, aquele ano foi estabelecido como o da fundação, pois uma comissão foi formada para definir isso”. Jaime lembrou que a tradição histórica também colaborou para essa definição – a cidade comemorou 100 anos em 1924 e comemorou o sesquicentenário em 1974 “e eu optei por manter essa tradição de datas”.
Questionado se haveria algum paralelo de sua obra com o tradicional livro ‘História de São João da Boa Vista’, escrito por Maria Leonor Alvarez e Silva com Matildes Lopes Salomão, Splettstoser aponta que ambas iniciam o relato em torno de 1824, enquanto que ele avançou mais em direção ao passado. “Eu iniciei minhas pesquisas em 1620, falo rapidamente dos índios que ocupavam a região, porque existe pouco material sobre isso, e registro a chegada dos primeiros povoadores; José Dutra foi, de fato, o primeiro, recenseado em 1798, e não o divulgado guarda-mor que a história tem registrado”.
EDIÇÃO
Depois de anos de pesquisa, de organização e escrita, o momento mais complicado para muitos escritores é a edição de um livro. “A edição de ‘1824’ foi tranquila, porque foi feita pela plataforma de auto publicação chamada Clube de Autores. Nela, o escritor envia o seu material no formato .PDF e imprime a quantidade desejada de exemplares, desde 1 a 1000, por exemplo”. Jaime revela que vem imprimindo gradativamente sua obra, a partir da procura do leitor.
Para a noite de autógrafos, os livros já estão à venda na Grafitte (rua Getúlio Vargas, 333) e também estarão disponíveis na Academia de Letras. “Eu aproveito esta oportunidade para destacar a participação da colega e também escritora, Neusa Menezes, na realização de ‘1824’, ela me incentivou a escrita e fez todo o tratamento das fotos que ilustram o livro; e quero agradecer o prefácio do professor José Dias Paschoal Neto”, finalizou.




