Antônio: o santo casamenteiro

Por Ana Paula Fortes
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Nesta quinta-feira (13) é comemorado o Dia de Santo Antônio de Pádua, santidade católica, mais conhecido como o santo casamenteiro, sendo muito acorrido, nesta época do ano, por pessoas que sonham em se casar.

Imagem: Santo Antônio é sempre representado segurando o Menino Jesus em seus braços (Reprodução/Google)

HISTÓRIA DE VIDA

Santo Antônio nasceu em Lisboa, Portugal, em 1195. Batizado com o nome de Fernando Antônio de Bulhões, era filho de Martino de Bulhões e Donna Maria Taveira, uma família rica e nobre. Ainda muito jovem e inconformado com a mediocridade moral, a superficialidade e a corrupção da sociedade, entrou para o mosteiro agostiniano de São Vicente.

Após dois anos em São Vicente, Fernando pede sua transferência para outro lugar, devido às contínuas visitas de amigos. Agora com 17 anos de idade, foi enviado para a capital, na época Coimbra, distante cerca de 230 quilômetros, para estudar. Entre os anos de 1212 e 1220, Fernando conviveu com uma comunidade de 70 membros, anos importantes para sua formação humana e intelectual, podendo contar com professores talentosos e uma biblioteca rica e atualizada.

Após ser ordenado sacerdote, em 1220, Fernando deixa os agostinianos para se tornar frade fransciscano assumindo, então, o nome de Antônio, em homenagem ao Santo Antão.

Depois de estudar a regra franciscana, partiu para o Marrocos. Porém, após ser acometido de uma enfermidade, teve que retornar à terra natal. No caminho de retorno, devido a uma tempestade e ventos contrários, o navio foi arrastado para a distante Sicília, e permaneceu ali por dois anos.

Na Itália, conheceu pessoalmente São Francisco de Assis, que o autorizou a ensinar Teologia aos frades franciscanos em Bolonha. Antônio se dedicou à pregação entre o povo, em diversos lugares da Itália e do sul da França, sendo, portanto, o primeiro professor de Teologia da ordem franciscana recém-criada. Os Sermões Antonianos foram considerados como as mais notáveis obras literárias de natureza religiosa, compilada em Pádua, durante a Idade Média.

O santo morreu, aos 36 anos, em 13 de junho de 1231, em Pádua, onde escolheu transcorrer a última fase da existência terrena. Foi sepultado na pequena igreja de Santa Maria Mater Domini, que foi seu refúgio espiritual nos momentos de intensa atividade apostólica.

A fama dos muitos prodígios realizados convenceu o papa Gregório IX a queimar as etapas do processo canônico e proclama-lo santo em 30 de maio de 1232, apenas 11 meses após sua morte. Foi proclamado doutor da igreja universal, com o título de Doctor Evangelicus, em 1946.

MILAGRES

Santo Antônio fez muitos milagres ainda em vida. Durante suas pregações nas praças e igrejas, muitos cegos, surdos, coxos e doentes ficavam curados. Redigiu os Sermões, tratados sobre a Quaresma e os Evangelhos, que estão impressos em dois grandes volumes de sua obra.

Sua fama de santo casamenteiro ocorreu após o milagre alcançado por uma linda jovem, que cansada de esperar por um noivo, pediu ajuda a Santo Antônio. Adquiriu uma imagem, a benzeu e todos os dias a enfeitava com flores que colhia no jardim. Orava com regularidade para que Santo Antônio lhe arranjasse um noivo. Muito tempo e ainda sem noivo, passou a lamentar a ingratidão do santo  e atirou a imagem pela janela. Passava na rua, naquele momento, um jovem cavaleiro, e a imagem o acertou na cabeça. Apanhou-a intacta e subiu a escada para devolvê-la. Ao encontrar a moça, o cavaleiro apaixonou-se por ela e algum tempo depois se casaram.

PROGRAMAÇÃO

A Paróquia Santo Antônio, que em 2024 completa 110 anos, realizará missas em cinco momentos diferentes nesse dia 13. Os horários serão os seguintes: 6h30, 8h, 12h, 15h e 19h. A tradicional procissão ocorrerá após a última missa do dia.

“A missa final seguida da procissão será celebrada pelo monsenhor Orlando Aparecido de Souza Panacci, que é o pároco da nossa igreja”, explicou o padre Tales Freitas Nascimento, responsável pela formação do propedêutico da Comunidade Missionária Providencia Santíssima.

A quermesse da Paróquia Santo Antônio iniciou dia 31 de maio e será realizada até o dia 16 de junho. “Temos diversos quitutes, porções, bebidas e bingo”.

30 ANOS DE BOLO

Desde a segunda-feira (10), muitas formas do famoso ‘Bolo de Santo Antônio’ vêm sendo produzidas. Uma dúzia de voluntárias passam grande parte desse dia fazendo a massa e assando os quitutes, que serão consumidos avidamente pelos fiéis. É grande a quantidade de matéria-prima utilizada nesta ação: ovos, farinha, açúcar, leite etc. Na terça-feira (11), foi o dia de preparar o recheio, fazer a montagem e decorar essa iguaria. O aroma invade todas as dependências da Paróquia de Santo Antônio e ninguém pode alegar ignorância de que alguma coisa muito boa está sendo finalizada.

Mão na massa: voluntárias apresentam o famoso bolo (Clovis Vieira/O MUNICIPIO)

Somente nesta quarta-feira (12), com todos os bolos prontos, é que serão abençoados e postos à venda. “Importante lembrar que o famoso ‘Bolo de Santo Antônio’ será vendido apenas nos dias 12 e 13, durante todo o dia. Este ano, comemoramos também a marca de 30 anos de confecção e venda do ‘Bolo de Santo Antônio’. Como todos eles são vendidos muito rapidamente, será melhor correr para garantir o seu pedaço. Não percam!”, convidou o padre Tales.

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