Por Clovis Vieira
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Festa com tradição familiar religiosa de fato acontece no mês de junho, em geral nalguma chácara ou sítio. Santo Antônio, São João e São Pedro angariam grande devoção do povo brasileiro nos quatro cantos do País e têm merecido esse esforço de realizar a festa. “Todos os anos, minha família realiza um terço, onde a gente homenageia esses três santos e renova a nossa fé”, afirmou Maria Aparecida Sellive, 60, acrescentando que essa tradição acontece desde 2016, iniciada por sua mãe, já falecida.

O local este ano foi a chácara do popular João ‘Guila’, no bairro Vila Conceição. O início dessas reuniões festivas juntou em torno de 40 pessoas, todos amigos entre si, num sábado próximo ao dia 8 de junho. Hoje, o número de participantes mais que dobrou. A tradição sempre trouxe os amigos, todos esses anos, e acontece na data mais próxima desse dia e mês. “Quando o dia 8 cai num sábado, melhor ainda, porque é o aniversário do nosso irmão João ‘Guila’! Quando não, a gente aproxima ou antecipa nossa festa”.
QUADRILHA
O roteiro da festa é sempre a mesmo: em primeiro lugar o terço é rezado; em seguida o mastro com a figura dos três santos é erguido sob aplausos e o ruído de fotos de artifício. “Durante um ano, esse mastro fica erguido, mantendo a tradição”, explica. Depois dessas solenidades religiosas, uma quadrilha é dançada e, por fim, todos aproveitam os quitutes levados por cada um dos participantes e dá-se o congraçamento de todos.
Momento esperado é o do sorteio, entre as moças solteiras, de uma imagem de Santo Antônio, para que ela tenha sorte no amor. A felizarda sorteada fica de posse da imagem por um ano, até a próxima festa, quando outra solteira será contemplada. “É muito grande a torcida das nossas amigas que ainda não se casaram ou que não tenham um namorado. Aquela que ganha a imagem recebe muitos aplausos”.
Outro momento divertido da festa é a quadrilha. “Somos nós mesmos que dançamos a quadrilha, mas é de forma improvisada, uma colega vai cantando os passos e a gente vai seguindo do jeito que pode”. Situação diferente aconteceu durante a pandemia de Covid 19, quando apenas um pequeno grupo de amigos compareceu. “Foi um pinguinho de gente, só a minha família e a moça que reza o terço, para não quebrar essa tradição que é tão bonita”, concluiu.




