Megaoperação prende suspeitos por monitorar polícia pelo WhatsApp

Por Bruno Manson
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A Polícia Civil prendeu 22 pessoas durante uma megaoperação na quinta-feira (16) contra o tráfico de drogas em Mococa. Durante a ação, os agentes cumpriram 101 mandados de buscas. As investigações apontaram que os criminosos usavam um grupo de WhatsApp para trocar informações.

De acordo com o delegado Mauro Bacci, eles são suspeitos de monitorar policiais civis e militares, além de guardas-civis. “Identificamos um grupo de WhatsApp que reunia cerca de 500 indivíduos para fomentar a prática do tráfico e vigiar as ações da Polícia Civil, [da Polícia] Militar e CGM [Guarda Civil Municipal], era uma rede de informações”, disse em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo.

Polícia Civil: mais de 300 agentes participaram da megaoperação deflagrada na madrugada de quinta-feira (16) em Mococa; 22 pessoas foram presas ao longo do dia (Fotos: Divulgação/Polícia Civil)

MONITORAMENTO

De acordo com o delegado Benedito Antônio Noronha Júnior, da Delegacia Seccional de Casa Branca, a Justiça expediu 28 mandados de prisão preventiva, que resultaram em 16 pessoas detidas e outras seis presas em flagrante com drogas armazenadas em casa. “Eles monitoravam as ações. A hora que começamos os trabalhos, eles já começaram a informar. Muitos não localizamos até por conta de que foram avisados”, comentou. “Qualquer atitude diferente da polícia local, seja Civil ou Militar, eles já interagiam e se comunicavam, para estar se antecipando”, relatou o seccional.

As investigações apontaram que o grupo monitorava os deslocamentos das viaturas. “Tiveram até a audácia de vir aqui no pátio da delegacia ver quais viaturas estavam guardadas, quais estavam na rua, que horas, então é realmente um grupo bastante audacioso”, disse Noronha Júnior.

MEGAOPERAÇÃO

A megaoperação começou durante a madrugada e reuniu mais de 300 de policiais de várias cidades da região, com o apoio do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 9 (Deinter-9) de Piracicaba (SP), Deinter-3 de Ribeirão Preto (SP), Deinter-2 de Campinas (SP), além dos canis de Vargem Grande do Sul e de Mogi Guaçu (SP). Os trabalhos foram auxiliados com a ajuda do helicóptero Pelicano e drones.

Reforço: ação policial contou com grande número de viaturas, além de helicóptero e drones

Os suspeitos que estão com as prisões preventivas decretadas foram encaminhados para audiência de custódia no mesmo dia. Já os cinco presos em flagrante foram levados para a cadeia de Casa Branca. Os detidos vão responder pelos crimes de tráfico de drogas e de associação ao tráfico. As operações policiais continuam para identificar e prender todos os envolvidos no grupo criminoso.

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