Por Marcelo Gregório
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O amontoado de areia dentro do Piscinão do Córrego Bananal, entre os bairros Vila Brasil e DER, em São João da Boa Vista, tem sido visto por parte dos moradores e frequentadores da pista de caminhada como desleixo e ausência de manutenção. A quantidade de vegetação que encobriu os montes de areia — formados após as chuvas — evidencia que a limpeza não é feita com assiduidade. O pedestre ou motorista que passa pela rua Henrique Martarelo facilmente observa o volume de pés de mamonas sobre os montes de areia.
Em resposta ao O MUNICIPIO, o Executivo sanjoanense argumentou que a areia é retirada periodicamente. “A areia permanece um tempo lá até secar para, em seguida, receber a destinação correta”, alegou o Departamento Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento. Contudo, a pasta responsável não informou quando serão removidos os montes de areia ‘atuais’.

NÃO CONCORDA
Mesmo com a explicação da administração municipal, moradores e comerciantes ouvidos pela reportagem não concordaram com o formato de manutenção. A comerciante Lucimara Todero, dona de um estabelecimento na ‘cara’ do piscinão, disse que o Setor de Ouvidoria já está ‘acostumado’ com as reivindicações dela. “Eu ponho [no aplicativo] lá para reclamar na Prefeitura e quando dá o motivo eu clico e já dá piscinão. De tanto que eu reclamo, de tanto que eu peço para limpar, tirar o esgoto, que está verde, e aquela areia. Eles alegaram que esperam secar, mas não seca porque tem um matagal em cima da areia. Eles vão ter que primeiro roçar aquele mato para retirar a areia. Está nojento”, reclamou Todero.
‘OLHARAM E FORAM EMBORA’
Recentemente, segundo a comerciante, funcionários da Prefeitura teriam comparecido ao local, mas os montes de areia permaneceram dentro do piscinão. “Semana passada vieram aí, abriram os portões, entraram lá, eu fiquei até feliz, mas olharam, olharam e foram embora. Acho que eles desistiram de tanto mato”, afirmou a munícipe, que continuará reivindicando e cobrando o Poder Público por melhorias. “Eu pago imposto e está abandonado”, reclamou.
O piscinão consegue armazenar até 55 mil m³ (metros cúbicos). Em dias de chuvas intensas, o equipamento público já foi visto completamente cheio, evitando prejuízos a residências e estabelecimentos comerciais nas proximidades. A pista de caminhada tem 1.416 m² (metros quadrados) e 78 postes com iluminação LED, bem como lixeiras e bancos.
MAIS COBRANÇA
A aposentada Fátima das Graças Venâncio, moradora na rua José Lansac, Vila Brasil, quase ao lado do piscinão, também não poupou críticas para que soluções sejam tomadas. “Eu queria que a Prefeitura mandasse alguém vir limpar esse piscinão. Tem que ter alguém trabalhando aqui todo dia [para retirar] esses montes de terra e areia no piscinão. Não adianta nada ficar assim. Nós dependemos da Prefeitura. A casa da gente é limpinha. Tem que olhar esse piscinão que está imundo. Está insuportável”, lamentou Venâncio.
Adepta a atividade física, ela caminha diariamente na pista no entorno do piscinão. Há pouco tempo, a Prefeitura instalou equipamentos de ginástica no local. “A gente faz caminhada todos os dias e está horrível [a situação]. Muito mau cheiro. Criou mato, criou rato, criou aranha, criou tudo. É só vir ver. Ninguém está falando demais. Estamos exigindo porque nós pagamos impostos”, concluiu a aposentada.




