Por Marcelo Gregório
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Michael Douglas da Silva foi condenado pela Justiça de São João da Boa Vista a 29 anos e 2 meses de prisão pelo assassinato da estudante do curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Mayara Roquetto Valentim. A vítima foi morta em 15 de maio de 2022, aos 23 anos, com 28 facadas, na região da Serra da Paulista. Silva foi condenado pelo crime de latrocínio — roubo seguido de morte. Conforme apurado, ele está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros II, na zona oeste de São Paulo.

Acerca da decisão, a reportagem do O MUNICIPIO entrou em contato com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e foi informada, por meio de nota que, após a audiência do caso, o processo aguardou a realização de perícias no Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc) que foram requeridas, com relação ao incidente de insanidade mental e dependência químico-toxicológica. “Só após a conclusão dessas perícias é que as partes puderam apresentar alegações finais e, então, o processo foi finalmente sentenciado. O Ministério Público, o acusado e a Defesa não recorreram da condenação, que se tornou definitiva”, afirmou a nota direcionada pela Diretoria de Comunicação Social do TJ. Quanto ao local em que Silva está preso, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) não divulgou.
O CRIME
A morte de Mayara ocorreu dia 15 de maio. Ela havia saído para caminhar, por volta das 11h, e não retornou para casa. Sem informação, os familiares da jovem procuraram o Plantão Policial e registraram Boletim de Ocorrência sobre o desaparecimento. Após buscas, Mayara foi encontrada somente por volta de 22h, em uma área conhecida como ‘Vale dos Gnomos’. Ela estava caída cerca de 3,9 km de onde residia. A perícia constatou que a vítima possuía ferimentos de faca nas costas, braços, pescoço, peito e nádegas. Na análise do local, a equipe policial encontrou um anel, próximo à vítima, e um par de óculos de sol.
A PRISÃO
Após o crime, Michael foi preso três dias depois diante de longa busca na região da Serra da Paulista. A prisão foi feita pela Polícia Civil e pelo Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) da Polícia Militar de Piracicaba (SP). Ele estava com uma arma de fogo, um canivete e o celular de Mayara escondido na cueca. Na ocasião, a Polícia Civil contou com o apoio da Polícia Militar e o canil da Guarda Civil Municipal de Vargem Grande do Sul.
A ESTUDANTE
Mayara Roquetto Valentim nasceu em 27 de janeiro de 1999. Ela era estudante do curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e sonhava em ser professora. Por conta dos estudos, ela passava a maior parte dos seus dias em Campinas (SP) e vinha visitar a família em São João da Boa Vista nos fins de semana. À época, a instituição de ensino informou que Mayara ingressou no curso em 2017, encerrou o bacharelado no segundo semestre de 2021 e cursava a licenciatura. O crime teve repercussão nacional.





