Da Redação
Mães que dão à luz na Santa Casa de Misericórdia ‘Dona Carolina Malheiros’ estão tendo a oportunidade de levarem para casa uma lembrança especial confeccionada logo após o nascimento do bebê. Trata-se de um desenho que simboliza a ‘árvore da vida’, feito a partir da placenta. No papel, são inseridas informações da data do parto, peso, estatura, nome da equipe de profissionais, além de frases de motivação para a família se recordar.

“O momento do parto é o momento mais aguardado pela mulher. Então, a gente tenta fazer desse momento o mais humanizado possível. Aí veio a ideia da árvore da vida, que é um marco único na vida da mulher”, afirmou a técnica de enfermagem, Jéssica Sfalcim Mimo.
Mimo, talvez não seja por acaso o sobrenome, é uma das profissionais da Santa Casa que se propuseram em usar o talento para confeccionar lembrancinhas para as mães. Com as informações em mãos, o trabalho é feito com muita dedicação.
“Quando a mulher sobe para a cesárea, a gente solicita o recém-nascido junto ao pediatra após ver que está tudo estável com o neném. Eu faço toda a higienização da placenta, retiro a parte do sangue, passo tinta guache, [utilizo] papel e carimbo. [Em seguida] eu escrevo, coloco a estatura, peso, frases, palavras de motivação e felicidades para o neném. As mães gostaram bastante. Elas falam que vão colocar no quadro porque é um momento único”, Jéssica.
O casal Reginaldo Pires e Silvia Felix teve a experiência de levar a lembrança para recordação. No dia 16 de fevereiro, 9h24, nasceu — por parto cesárea — a Letícia, com 2.865 gramas e 45 centímetros. Embora seja pai de outros três filhos (homens), Pires viu de perto o nascimento da primeira filha no centro cirúrgico da Santa Casa.
“Por enquanto, só emoção. Para mim foi uma experiência muito grande. Muito agradecido a Deus e ao pessoal da Santa Casa por me dar esse privilégio de acompanhar o nascimento da Letícia”, disse emocionado Pires, que atua como motorista de ônibus.
Para receber a ‘árvore da vida’ basta que a mãe autorize a confecção da lembrança especial. “A gente pergunta se mãe quer que seja feito o carimbo da placenta. É um marco na vida da mulher. Com o tempo, ela pode não se lembrar do nosso nome, mas vai lembrar que a gente deu um atendimento humanizado”, concluiu a técnica de enfermagem.




