O preço da passagem de ônibus do transporte coletivo urbano subiu 8,1% na semana passada e pegou muitos usuários do serviço de surpresa. O valor da tarifa que era de R$ 3,70 passou para R$ 4 e os sanjoanenses que dependem do transporte reclamaram.
O reajuste anual foi acima dos 5,71% aplicados em fevereiro de 2017, quando a tarifa era R$ 3,50 e foi rejustada para R$ 3,70. A justificativa da Comissão de Estudos Tarifários da Prefeitura é que o aumento já estava previsto em contrato.
“Os motivos são primordialmente: reajuste salarial, aumento do combustível e inflação; também a redução de passageiros pagantes”, informou, em nota.
A explicação não agradou os usuários. “Para quem usa o ônibus para trabalhar seis dias da semana e não teve aumento de salário, R$ 0,30 na ida e na volta fazem enorme diferença”, disse a cuidadora Marta Aparecida Braido Salino, 59, que utiliza a linha Centro-DER todos os dias para ir e voltar do trabalho e gasta R$ 4 por cinco dias da semana.
“Acho errado o reajuste, porque meu salário aumentou apenas R$ 15. E a circular (ônibus) aumentou R$ 0,30 a passagem?! Não dá! Eu até preferia que fosse o Uber, como em São Paulo, porque seríamos muito bem tratados. E os motoristas daqui nem respeitam a gente. E pagamos muito bem pelo serviço”, reclamou.
A aposentada Guiomar Barbosa Setti, 73, não paga a passagem, mas se solidariza com quem tem que desembolsar R$ 0,30 a mais sobre o valor. “Acho errado para quem tem que pagar, principalmente quem faz um trajeto curto. Além do mais, o serviço muitas vezes deixa a desejar, porque alguns motoristas correm muito, não respeitam os pontos de parada, freiam bruscamente, não esperam os idosos passarem pela roleta e por ai vai”, reclamou.
“R$ 0,30 é muito abusivo e, no final, para quem usa frequentemente, é uma diferença muito grande”, disse a diarista Marlene das Dores Mendonça, 49. Apesar de utilizar pouco o serviço, Marlene acredita que é complicado para quem tem que usar duas vezes por dia. “São R$ 0,60. Um absurdo!”, frizou.
A diarista apontou também que motoristas que fazem determinadas linhas às vezes abusam. “Quando eu pego o ônibus que vai para o bairro Pedregulho, que é estrada de terra, os motoristas correm demais. É um risco para os usuários”, disse.
O estudante Felipe Augusto de Mello, 22, também ficou indignado com o reajuste. “Já achava caro, mas agora piorou. R$ 0,60 (ele utiliza ônibus para ir e voltar do colégio) a mais por dia faz diferença até na hora de fazer uma simples fotocópia para algum trabalho de escola”, afirmou.




