Por Clovis Vieira
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Maria Carolina Najar Nicolas, a Carol, é formada em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda pelo UniFAE e exerce a profissão há mais de 20 anos. Porém, desde 1991 outra paixão toma conta dos seus dias: o Movimento Escoteiro. “Eu era criança e o grupo Curupira foi fundado; minha mãe – Maria Lúcia Pereira Nicolas – foi uma das fundadoras e me levou para fazer parte dele”, contou com carinho.

No grupo, Carol completou todo o ciclo previsto nos regulamentos: escoteira, guia e pioneira. Foi neste ponto que decidiu desligar-se dessas atividades para dedicar-se aos estudos e ao trabalho. Mas voltou em 2017, desta vez como adulta voluntária. Nesse intervalo, o Escotismo mudou? “As gerações mudam, não é à toa que o nome é Movimento. Os princípios do fundador, Robert Baden Powell (em 1907), permanecem os mesmos, nós mantemos a máxima de deixar o mundo melhor do que o encontramos”.
ENERGIA VITAL
Há dois momentos importantes nessa história. Maria Carolina iniciou sua trajetória ali como uma menina e hoje é ela quem orienta crianças e jovens no Movimento Escoteiro. “Estar com eles é uma delícia, eu tenho verdadeira fascinação, vendo o seu crescimento e se tornando pessoas tão melhores. Quando observamos um jovem escoteiro, percebemos o quanto ele é diferente de um jovem não escoteiro”, garantiu no que se refere à disciplina, ao cuidado com as coisas da Natureza, com o seu nível de responsabilidade e respeito.
Ela gosta de afirmar que, em cada reunião do grupo, recebe uma verdadeira ‘bomba de energia vital’ dos jovens: o apreço pelo desafio, a sua coragem, além de poder orientá-los em diversas questões como a educação, o trabalho… “Eu atuo com o último ciclo dos jovens, cujas idades vão dos 7 aos 21 anos. Então, nós nos tornamos mesmo um orientador. Meu trabalho é realizado com o pessoal ‘mais velho’, que estão naquele período de transição entre a juventude e a idade adulta”.
ESCOLHAS
A satisfação dentro do Movimento Escoteiro, de acordo com ela, é perceber o quanto estão bem os jovens que frequentaram esses grupos. “Eles sabem o que querem, quais são os objetivos a que desejam alcançar, eles se tornam destaques nas empresas onde trabalham”. Perante essas constatações, a pergunta que surge é: por que as famílias não orientam seus filhos a frequentarem o Movimento Escoteiro? “Não seria uma questão financeira, porque não há um alto custo na participação das crianças e jovens; há uma mensalidade [hoje, no valor de R$ 25] e o uniforme que precisa ser adquirido”.
Carol acredita em outros fatores: há crianças e jovens que não apreciam esse tipo de atividade para si, que até chegam a participar por um tempo e percebem isso. Ou, quem sabe, o desconhecimento do Escotismo, quando as famílias não sabem da sua existência ou não entender bem como ele funciona. “O Movimento Escoteiro é um programa educativo, que é mundial. Proporciona a educação pelo exemplo. O jovem aprende por si só, na Natureza, a resolver problemas, a contornar uma situação difícil, a lidar com as diferenças. Será neste momento que surgem os líderes e os que atuarão nos bastidores”, concluiu.




