Árvores: Getúlio Vargas e o plantio desordenado

Por Clovis Vieira
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Em continuidade à série sobre ruas de São João com poucas ou nenhuma árvore, o destaque nesta edição é a Getúlio Vargas. Em anos anteriores, essa via era continuação da rua São João, passando defronte à catedral de São João Batista. Posteriormente, foi segmentada e renomeada, para homenagear aquele ex-presidente. Sua extensão vai da praça da Catedral até a rua 14 de Julho, quando se torna paralela dessa via por duas quadras.

Fora do padrão: árvores cresceram acima da fiação elétrica e sujam as calhas de chuva (Clovis Vieira/O MUNICIPIO)

Com relação às árvores que possui, a via é o exemplo de plantio desordenado e feito sem critérios que beneficiem os moradores, comerciantes e transeuntes. Em suas sete quadras, há árvores de grande porte, em contraste com exemplares pequenos, de baixa estatura, que atrapalham o trânsito de pessoas pelas calçadas. “O que nós temos nessa rua são árvores muito grandes, cujas raízes estouram as calçadas, sendo que isso é um perigo para pessoas mais idosas que transitam por ela”, apontou Alexandre Finazzi Milan, 55, comerciante.

REVITALIZAÇÃO

Ele também cita as pequenas, que obrigam os passantes a se abaixarem quando caminham pela Getúlio Vargas. “No momento de fazer o plantio, seria necessária uma análise em busca de exemplares de estatura mediana. Não temos nenhuma árvore na primeira quadra, sendo que no segundo quarteirão, tem aquelas muito altas, que poluem as calhas de escoamento da água das chuvas, alcançam a fiação elétrica e se inclinam sobre o asfalto onde passam os veículos”. Ele defende o plantio de árvores com uniformidade de estatura, que possam sombrear mais.

Cidadão observador dos problemas da cidade onde mora, Milan avalia que “São João não é mais aquela cidade bonita que já foi; eu vejo outros municípios vizinhos e percebo a diferença, o cuidado que recebem das prefeituras na limpeza das ruas, na conservação das árvores e das áreas verdes… São João está se tornando uma cidade feia. Como crítica construtiva, eu aponto que é preciso uma revitalização das praças de nossa cidade, que são muitas e estão abandonadas”. Exceção ocorre na calçada lateral da sede da Diocese, um exemplo a ser seguido com relação à escolha de árvores.

PARQUES URBANOS

Marcos Parolin, do Instituto Planeta Plantar, lembra que “as árvores ajudam a manter a umidade do ar, podem produzir frutas e abrigo para pássaros, ajudam na filtragem de resíduos poluidores sólidos e ruídos, além de contribuem para proteção do solo, protegendo seus recursos hídricos. E, ainda, o embelezamento que propicia uma sensação de paz e alegria”. Ele aponta ainda: “É por isso que cada vez mais a população se mobiliza para exigir que a Administração Municipal se empenhe na criação de áreas verdes”.

O diretor do Planeta Plantar destacou alguns locais em São João, como áreas viáveis para implantação dos parques urbanos. A reportagem traz dois exemplos: “As fotos foram tiradas do Google Maps, em 2021”, explicou. A imagem nº 1, mostra o Parque Cidade das Artes, na região da antiga Ceagesp, ao lado do local destinado à feira livre, em área aproximada de 95.000 m2. Na foto nº 2, o Parque da Fepasa, localizado na linha férrea entre as Estações de S. João e Águas da Prata, em área linear, com larguras variáveis e cerca de 14 Km de extensão.

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