Camid comemora 22 anos em outubro

Por Felipe Melo
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O mês de outubro é marcado pelo aniversário da Casa de Apoio ao Menor ‘Irmã Dulce’ (Camid). Fundada em 2001, pelo Padre Carlos Roberto Vicente, a entidade comemora 22 anos de história.

Sede: a Casa de Apoio ao Menor Irmã Dulce (Camid) fica na rua Santa Terezinha, 350 — Jd. Dona Tereza (Divulgação/Camid)

A criação da instituição está ligada a uma triste e trágica história, depois que um bebê, recebido temporariamente por uma família de apoio, ser morto pelos pais biológicos após retornar para casa. “Após este fato, um grupo de pessoas se reuniu e fundou a Camid, com o intuito das crianças terem um local para serem acolhidas e não acontecer casos semelhantes; foi o padre Carlos quem liderou a fundação”, narrou Rodrigo Betinardi, atual gestor da instituição.

O objetivo é acolher crianças e adolescentes retirados das famílias por maus-tratos, abusos, negligências e vários outros tipos de situação de risco e vulnerabilidade social. “As crianças chegam na Camid através de denúncias que são recebidas pelo Conselho Tutelar e pelo Ministério Público. Estes órgãos apuram e verificam a possibilidade de acolhimento ou não”, acrescentou Betinardi.

ATENDIMENTO

“A partir do momento em que as crianças são acolhidas, elas recebem todo o supote necessário. Nós temos  uma equipe técnica composta por coordenadora, psicóloga, assistente social fazendo toda a parte do acolhimento ,junto aos cuidadores treinados para auxiliar as crianças no aspecto físico, clínico e mental. O objetivo é entender o que elas vivenciaram e começar a construir uma nova perspectiva de vida. Alguns chegam com sequelas e problemas os quais vamos ajustando e procurando solucionar”.

Quando as crianças são levadas até a Camid, um longo processo é realizado para decidir qual será o destino final destes. Alguns são encaminhados a outros parentes, outros são adotados e alguns ficam na instituição até o período em que se tornam adultos. “As crianças  podem retornar para a família, alguns não tem nenhum familiar que consiga cuidá-los ou colocá-los em local seguro e aí começa outro processo, o de destituição  da guarda, juntamente com a possibilidade de um adotante”, explicou Betinardi.

Todo este processo acontece em conjunto com as outras instituições já citadas. “A parte da adoção é ligada entre a Camid e Ministério Público. Eles indicam a família adotante e nós fazemos o primeiro contato”.

O atendimento é realizado do nascimento até os 17 anos e 11 meses. De acordo com o gestor, o ideal, seguindo as normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é que o acolhimento médio seja de aproximadamente 16 meses, mas não é o que de fato acontece. “Nós temos adolescentes que estão há 16 anos aqui dentro, então, neste cenário em que a criança e o adolescente vão ficando mais velhos, nós tentamos buscar alguma referência para eles, inserir no mercado de trabalho. Ou seja, com 18 anos são inseridos na sociedade novamente, nós tentamos encaixar no primeiro trabalho. Temos jovens que saíram daqui e continuaram suas vidas trabalhando, hoje estão casados e se tornaram pais, reconstruíram e ressignificaram as vidas”, relatou.

Durante os 22 anos, a instituição esteve em diversos endereços. Desde 2016, a organização está na rua Santa Terezinha, 350 — Jardim Dona Tereza.

LEILÃO

No sábado (7), no recinto Tal Eventos, acontecerá o quarto leilão de gados e prendas em prol da Camid. A ação é para a finalização da reforma e construção da sede. O início será a partir do 12h com almoço e show ao vivo. O leilão está marcado para às 14h. Os ingressos custarão R$ 60 para adultos e R$ 30 para crianças de 6 a 12 anos.

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