Por Ignácio Garcia
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A quantidade de vagas reservadas a idosos e pessoas com deficiência (PCDs) na área de abrangência da Zona Azul em São João da Boa Vista seria insuficiente, conforme relatos de usuários que dependem do serviço de estacionamento rotativo na cidade. Com dificuldades para estacionar em demarcações preferenciais, motoristas seguem reclamando e pedindo providências.
Um dos pedidos de adequações do sistema foi feito pela comerciante Maísa Brandão Chiochetti. “Nos lugares que têm mais circulação, próximos a bancos, lojas e supermercados, para conseguir estacionar a gente precisa ficar rodando, rodando até que alguma vaga [preferencial] desocupe”, apontou.

LEGISLATIVO MUNICIPAL
Diante da repercussão, o assunto chegou à Câmara Municipal. Na sessão da segunda-feira (14), mais uma vez, o tema Zona Azul teve espaço no plenário. O vereador Antonio Aparecido da Silva, Titi (PSDB), afirmou ter elaborado duas propostas. “Uma delas estou solicitando o aumento de parquímetros [atualmente são 24] e o número de vagas para idosos. Na outra proposta, por meio do projeto de lei nº 77/2023, estou solicitando que os portadores de necessidades especiais [Sic.] possam estacionar em qualquer vaga assim como é hoje para os idosos acima de 70 anos”, explicou Titi.
ZONA VERDE
Outro apontamento tem ligação com as dificuldades de vagas na área caracterizada como Zona Verde, na Vila Conrado, próximo à Santa Casa de Misericórdia ‘Dona Carolina Malheiros’, bem como a clínicas e laboratórios. “É praticamente impossível estacionar porque precisa de um tempo maior. Eu acho que é muito necessário rever esse problema e, com certeza, aumentar a quantidade de vagas para os idosos”, solicitou a comerciante.
FALTA RESPEITO
O empresário Fernando Bianchetti afirmou que muitas barreiras precisam ser vencidas para que pessoas com deficiência possam participar plenamente da vida em sociedade e em igualdade de condições. “Um problema para pessoas com deficiência (PCDs) é a falta de respeito dispensado a elas. Mesmo garantido por lei, as vagas não costumam ser respeitadas, fator esse que prejudica a qualidade de vida desse público”, descreveu o usuário.
Bianchetti tem esperança de que as condições sejam revertidas. “Muitos indivíduos têm o que é conhecido como uma ‘deficiência oculta’, como no caso do meu filho Guilherme, de 14 anos, com diagnóstico de autismo, que dependendo da situação, pode apresentar graus elevados de ansiedade que podem interferir no seu comportamento e nas tarefas diárias. Vejo que disponibilizar a gratuidade em qualquer vaga de Zona Azul, vai ajudar bastante”, clamou o empresário.
EMPPRESA RESPONSÁVEL
A Estapar, empresa que gerencia o serviço de Zona Azul, esclareceu que o número de vagas destinado ao sistema rotativo de São João segue os termos estabelecidos no contrato de concessão firmado com a Administração Municipal. Reforçou ainda que “o quantitativo de vagas destinadas a idosos e pessoas com deficiência obedece às resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que coloca o limite máximo de 5% do total de vagas regulamentadas para estacionamento rotativo a veículo conduzido por idoso ou que transporte idoso, devidamente identificado e com autorização; e 2% do total de vagas regulamentadas para estacionamento rotativo posicionadas de forma a garantir a melhor comodidade da pessoa portadora de deficiência física ou necessidades especiais, as quais serão estabelecidas pelo órgão executivo de trânsito do Município”, respondeu.
EXPECTATIVA
O serviço de estacionamento rotativo voltou a funcionar em São João em maio desse ano, após longo período inativo. Desde então, muitas críticas têm sido levantadas por usuários. “Os projetos estão caminhando na Câmara. Eu tenho falado com os meus colegas para a gente aprovar isso o mais rápido possível. A expectativa é que nas próximas sessões sejam votados e aprovados, assim, a gente resolve os problemas apontados pela população”, encerrou Titi.





E as vagas pra moto? Continua como está? Tente parar ali na praça da catedral pra ir algum banco, tem que ficar rodando, rodando, rodando a praça até abrir uma vaga. O tempo passa, “troca a empresa” mas a ZONA continua a mesma. Fazem o que querem pra lotear o espaco público e ganhar dinheiro com isso.