Bivalente: não há previsão para vacinar crianças a partir de 5 anos

Por Felipe Melo
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O Departamento Municipal de Saúde de São da Boa Vista comunicou que não há uma previsão para aplicação da vacina bivalente em crianças a partir de 5 anos de idade. Segundo a pasta, depende da fabricação do laboratório, e, posteriormente, da disponibilidade e distribuição para os municípios. “Foi aprovado o registro [definitivo], porém até chegar o documento oficial para as vigilâncias epidemiológicas e chegar as vacinas demora um tempo”, informou o departamento.

Definitivo: Anvisa dá registro para vacina bivalente contra Covid-19 e Pfizer (Reprodução/©Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Na segunda-feira (24), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro definitivo da vacina Comirnaty bivalente contra Covid-19. Com isso, o imunizante fabricado pelo laboratório farmacêutico Pfizer, pode ser aplicado, agora, como dose de reforço em crianças a partir de 5 anos de idade.  Anteriormente, em território brasileiro, ela estava liberada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde para uso emergencial.

Em São João da Boa Vista, até o momento, 14.111 pessoas foram vacinadas com a bivalente, totalizando 19,11%. Até então, para o público inferior a 18 anos, a dose de reforço é realizada com a vacina da Pfizer pediátrica.

VACINA BIVALENTE

A vacina bivalente é indicada apenas como dose de reforço, desta forma, utilizada em que já se vacinou contra a doença, sendo aplicada após três meses da última dose tomada.

Além da Anvisa, a Comirnaty bivalente já está autorizada em diversos outros países, sendo já liberada pela Agência Europeia de Medicamentos (European Medicines Agency — EMA) e pela agência reguladora dos Estados Unidos (Food and Drug Administration — FDA).

Antes da aprovação do registro definitivo, o imunizante estava sendo aplicado em pessoas maiores de 18 anos; gestantes e puérperas; pacientes imunocomprometidos a partir de 12 anos; pessoas com comorbidades a partir de 12 anos; pessoas vivendo em Instituições de Longa Permanência (ILP); povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas; trabalhadores e trabalhadoras da saúde; pessoas privadas de liberdade e adolescentes cumprindo medidas socioeducativas.

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