Herpes-zóster: lesões provocam intensas dores e problemas na pele

Herpes-zóster: tratamento deve ser o mais rápido possível (Reprodução/Via Google)

Por Felipe Melo
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Popularmente conhecido como ‘cobreiro’, a herpes-zóster é uma doença causada pela varicela-zóster, mesmo vírus causador da catapora. O problema aparece e se manifesta primordialmente na pele, como explica o médico dermatologista José Antônio Macedo de Souza.

“As manifestações mais comuns da herpes-zóster é a manifestação cutânea e em 30% dos casos a Neuralgia pós-herpética. A cutânea, geralmente, é precedida de sensação de ardor, queimação ou coceira. O aparecimento das bolinhas acontece no período de 2 a 4 dias e segue o trajeto de um nervo. Os locais mais frequentes de aparecimento são o tronco e os membros superiores e inferiores. Existe também a possibilidade de a varicela-zóster atacar os olhos. As lesões cutâneas são unilaterais e geralmente acompanhadas de dor intensa”, disse.

O contato com a varicela-zóster acontece logo nos primeiros dias de vida. “Entramos em contato com o vírus praticamente ao nascer e esse vírus fica guardadinho no nosso organismo a vida toda”, alertou Macedo.

Para a varicela, existe a vacina que está incluída no Plano Nacional, sendo a primeira dose aplicada aos 15 meses de vida e a segunda com 4 anos de idade. Já a vacina exclusivamente para a herpes-zóster, até o momento, não está incorporada no Plano Nacional de Imunização. Desta forma, o imunizante está disponível apenas na rede privada. Consiste em duas vacinas no intervalo de 2 meses, e tem o preço médio de R$ 800 cada uma, o que a torna inviável para grande parcela da população brasileira.

A doença pode se desenvolver em qualquer faixa etária, no entanto, é mais frequente em pessoas mais velhas. “De um modo geral todos nós podemos desenvolver a herpes-zóster, mas a maior frequência ocorre na faixa etária acima dos 50 anos e isso tem uma explicação que é diminuição da imunidade natural que ocorre com as pessoas no processo de envelhecimento. Devemos lembrar também que a faixa etária dos 50 anos ou mais, apresenta, mais frequentemente, comorbidades que podem diminuir a imunidade”, relatou o dermatologista.

TRATAMENTO
De acordo com o médico, o tratamento é feito com antivírus via oral e tópico, corticoide oral e outros medicamentos para proteger o nervo comprometido. “A procura para tratamento deve ser o mais rápido possível para se evitar a sequela do herpes-zóster que é a Neuralgia pós-herpética”, contou.

O especialista acrescenta sobre a forma de transmissão da doença. “O herpes-zóster não é transmissível. O que pode acontecer é que sendo causado pelo vírus da Varicela, uma pessoa suscetível a desenvolver a Varicela se contaminar se tiver contato com uma pessoa que estiver com herpes-zóster na sua fase de bolinhas na pele”, finalizou.

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