Homenagem à Pagu é o primeiro destaque da Feira Literária Internacional, a Flip

Por Clovis Vieira
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A ‘Folha Ilustrada’, suplemento cultural da Folha de S. Paulo, publicou em sua edição de sábado (1º) a decisão da 21ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), de homenagear “as múltiplas facetas da jornalista, dramaturga, poeta e crítica cultural Pagu”. De acordo com o jornal, a escolha foi anunciada na sexta-feira (30), durante entrevista coletiva concedida pelas curadoras da Flip, Milena Britto e Fernanda Bastos, e seu diretor, Mauro Munhoz.

Pagu: sanjoanense ficou famosa por entrevistar Sigmund Freud (Reprodução/Via Google)

A edição traz, ainda, importantes referências sobre a sanjoanense Patrícia Rehder Galvão, a Pagu. Entre elas, a sua atuação no movimento modernista, “sendo uma importante voz do feminismo, além de ter feito importante oposição ao fascismo”. Informa que, na imprensa, publicou em muitos veículos da época, incluindo a Revista da Antropofagia, o Suplemento Literário do jornal Diário de São Paulo, a France Presse, A Tribuna e A Vanguarda Socialista.

PLURALIDADE

Como escritora, Pagu publicou os romances ‘Parque Industrial’, de 1933, sob o pseudônimo Mara Lobo, e ‘A Famosa Revista’, de 1945, publicado em colaboração com Geraldo Ferraz. Mas trabalhou também no teatro como tradutora (James Joyce, Eugène Ionesco, Fernando Arrabal e Octávio Paz). Ficou famosa por uma entrevista que fez com o psicanalista Sigmund Freud, “bem como pela introdução da soja no Brasil, através de seu contato com o imperador da China, Pu-Yu”, aponta a ‘Ilustrada’.

Pagu morreu em 1962, sem ter o reconhecimento da crítica cultural. Segundo a Folha, a escolha da escritora sanjoanense é a primeira novidade da festa literária de 2023. A Flip volta a acontecer no fim do ano, entre os dias 22 e 26 de novembro, “em meio a uma normalização das políticas públicas para a área da cultura”, anunciam seus realizadores. O evento tradicionalmente ocorria em julho. “Pagu foi uma expressão muito grande por liberdade, uma vontade de libertar o Brasil das próprias artimanhas históricas”, afirmou a curadora Milena Britto.

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1 COMENTÁRIO

  1. SITE: https://acervo.avozdaserra.com.br/noticias/obra-amores-e-dissabores-de-pagu

    Oswald e Pagu se tornaram militantes do Partido Comunista Brasileiro e, ao participar da organização de uma greve de estivadores em Santos, foi presa pela primeira vez. Considerada a primeira brasileira presa por motivações políticas, ela foi para a prisão outras 22 vezes. Em 1933, viaja pelo mundo e publica o romance “Parque Industrial”, sob o pseudônimo de Mara Lobo. Dois anos depois, uma nova prisão, dessa vez em Paris, com identidade falsa, sendo repatriada para o Brasil. As brigas puseram fim ao casamento com Oswald e a militância levou-a mais uma vez para a prisão, com direito à tortura das forças de Getúlio Vargas. Foram cinco anos no cárcere.
    LUTADORA E SOFREU!!! JUSTA HOMENAGEMMM

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