Por Felipe Melo
[email protected]
No dia 1º de junho, uma mãe realizou um boletim de ocorrência alegando que uma professora da Escola Municipal de Ensino Básico (Emeb) ‘Profª. Adélia Jorge Adib Nagib’ teria agredido o filho dela, que é autista. A equipe do O MUNICIPIO buscou os dois lados da história, com a versão da mãe e do Departamento Municipal de Educação.

VERSÃO DA MÃE
“Eu fiquei sabendo porque meu filho comentou comigo depois de dois dias do ocorrido. Eu perguntei o motivo dele não ter me contado antes, ele disse que ficou com medo de represálias e da professora fazer algo mais grave com ele”, contou Letícia Borges sobre como ficou sabendo da ocorrência.
Após tomar ciência da suposta agressão, Letícia relata que foi à escola. “Procurei a direção e imediatamente chamei a polícia. Como foi uma agressão dentro da escola, eu acionei a Polícia Militar e prontamente eles vieram”, disse.
Segundo a mãe, o policial, no dia da ocorrência, achou melhor conduzir as partes à delegacia. Ainda de acordo com ela, foi a primeira vez que aconteceu algo do gênero e complementou: “Estou muito chateada com o ocorrido. Meu filho está na escola para estudar e aprender, independente dele ser especial ou não, criança nenhuma deve ser agredida dentro da escola”, finalizou. Conforme disse Letícia, ela continuará com o processo.
VERSÃO DO DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
A Emeb ‘Profª. Adélia Jorge Adib Nagib’, escola em que o aluno estuda, é municipal, ou seja, de responsabilidade da Prefeitura de São João. Procurado, o Departamento de Educação deu a versão após investigar os fatos.
VEJA O DEPOIMENTO NA ÍNTEGRA:
“Após denúncia de suposta agressão de professora a aluno da Emeb Adélia Jorge Adib Nagib, o Departamento de Educação tomou todas as providências necessárias para apuração dos fatos, procurando ouvir todas as partes envolvidas e testemunhas, tudo de forma a preservar a identidade da criança.
Com base no registro oficial da denúncia feita pela mãe, perante a escola, contra a educadora, iniciou-se uma minuciosa averiguação. Após coletar a versão da professora e também apurar informações junto aos demais alunos presentes na classe, constatou-se que não houve nenhuma agressão na sala de aula e nem na sala de reforço. Tudo isso foi reportado pelos estudantes perante a gestora da unidade escolar.
Ao tomar conhecimento de todos os elementos coletados durante essa apuração, o supervisor de ensino ratificou, em termo próprio, que não houve nenhuma agressão, esclarecendo por vez o factoide que circulou nas redes sociais. Com isso, o Conselho Tutelar e o CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) foram acionados pela própria escola, uma vez que houve a exposição desnecessária — e até mesmo de forma sensacionalista — do aluno em novas decisões políticas e redes sociais, o que infringe os artigos 17 e 18 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Vale destacar que todo este caso poderia ter sido devidamente apurado e resolvido administrativamente junto à direção da unidade escolar.
Diante das acusações infundadas publicadas nas redes sociais, a gestão da escola e a professora já estão tomando todas as medidas judiciais e administrativas cabíveis para o caso.
Paralelamente a isso, o Departamento de Educação encaminhou toda documentação recebida sobre este caso para o departamento de Recursos Humanos, o qual deverá avaliar se há a necessidade de maior apuração dos fatos”.




