Cadela ‘Café’: petição já reúne quase 6.000 mil assinaturas

Por Ignácio Garcia
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Com quase 6.000 assinaturas, a petição online que reivindica justiça pela morte da cachorra ‘Café’ foi encaminhada ao Ministério Público (MP). Até a tarde desta sexta-feira (2), o pedido totalizava 5.910 adesões no portal Avaaz, site conhecido por oferecer às pessoas a possibilidade de iniciar campanhas em diferentes áreas. A iniciativa é promovida por uma equipe de protetores de animais locais juntamente com a Associação dos Guardiões da Rainha das Águas (ONG Guará), de Águas da Prata.

Petição: documento online foi lançado para que as pessoas entrem na mobilização (Reprodução)

Contatada pelo grupo de protetoras, a deputada estadual Clarisse Ganem (PODE) também encaminhou ao MP outro ofício solicitando providências em relação ao caso. Em resposta, o promotor Donisete Tavares Moraes Oliveira destacou que o documento foi juntado aos autos do inquérito policial instaurado para apurar os fatos.

O psicólogo Antonio Carlos Zogbi Perette, 44, é o principal suspeito de ter espancado e matado a cachorra queimada. O crime ocorreu em 30 de abril e teve uma grande repercussão por conta da crueldade. Ele foi preso pela Polícia Civil e responderá pelos crimes de maus-tratos a animais e incêndio. Diante da repercussão do caso, o detido precisou ser transferido à Penitenciária “Joaquim de Sylos Cintra”, em Casa Branca. Conforme apurado, atualmente o indiciado encontra-se encarcerado em Hortolândia (SP).

O CRIME

‘Café’ vivia no quintal da Boutique Filomena Cecílio, situada ao lado da casa de Perette, no bairro Perpétuo Socorro. O psicólogo teria usado uma escada para pular o muro que divide os imóveis e iniciar a barbárie com a cadela. Antes de ser morrer, o animal foi espancado e teve uma fratura no maxilar.

Diante das agressões, ‘Café’ entrou em uma casinha de plástico para se esconder. Neste momento, o agressor virou a porta do abrigo contra a parede, impedindo que a cachorra fugisse, e ateou fogo. A cadela só conseguiu sair quando a casinha derreteu. O laudo veterinário indica que o animal perdeu as unhas tentando escapar das chamas, teve as duas córneas derretidas, sofrendo queimaduras de segundo grau por todo o corpo e inalando fumaça em alta temperatura.

Uma funcionária da loja foi contatada e ‘Café’ foi resgatada com vida, porém, não resistiu aos ferimentos e morreu dez horas após o crime.

Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que Perette já fez reclamações contra a dona da boutique e até a ameaçou no fim do ano passado. Paralelamente, a equipe de investigação obteve imagens de câmeras de segurança que mostram o psicólogo em um posto de combustíveis comprando o etanol utilizado para atear fogo no animal e na casinha. Além das gravações, os funcionários do estabelecimento foram chamados ao Plantão Policial e o reconheceram.

Ao ser questionado sobre essas evidências, Perette ficou calado durante o interrogatório e somente irá se manifestar em juízo.

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