2030Ruas no entorno da Santa Casa Dona Carolina Malheiros contarão com a Zona Verde, sistema de estacionamento rotativo público adotado pela Estapar e administrado pela concessionária Hora Park. A implantação apenas depende da sinalização de placas e instalação de parquímetros para o sistema entrar em operação. A previsão é que o serviço esteja disponível em março. O estudo já está em andamento na Prefeitura e ainda depende de decreto municipal.
Segundo a chefia de Trânsito e Segurança da Prefeitura, o serviço será implantado para facilitar o estacionamento de veículos nas redondezas do hospital, especialmente daqueles de propriedade de pessoas que precisam um tempo maior na vaga enquanto estão em consultas médicas ou atendimento na Santa Casa.
A principal novidade será o tempo que o motorista terá para a ocupação de uma vaga – o dobro do tempo atual -, mas pagando o mesmo valor que atualmente paga em vias onde há o serviço de Zona Azul. Hoje, a tarifa desembolsada pelo condutor é de R$ 0,60, por 15 minutos; R$ 1,20 (meia hora); R$ R$ 1,80 (por uma hora); R$ 2,10, pelo período de duas horas e R$ 4,20 de pós-utilização.
Pelo sistema Zona Verde, dobrada a tarifação, o motorista deve pagar os mesmos R$ 0,60, mas por 30 minutos; R$ 1,20 (uma hora); R$ R$ 1,80 (por duas horas); e R$ 2,10 pelo período de quatro horas.
Segundo o assessor de Trânsito e Segurança, Ademir Aparecido Ramos, o coronel Ademir, nos locais com clínicas de atendimento médico, costuma-se demandar mais tempo. “Isso por conta de consulta, de espera, e também de visita a pessoas internadas no hospital etc. Isso vai beneficiar o cidadão usuário, porque vai pagar o mesmo valor, por um tempo maior, e não terá a preocupação de ter que ficar recolocando recibo e mudando de vaga já que o serviço é rotativo”, garantiu.
A reportagem apurou que partes das ruas Carolina Malheiros, Cel. Ernesto de Oliveira, Conselheiro Antônio Prado, Cel. José Procópio e avenida João Osório receberão o sistema Zona Verde. A Prefeitura informou que o mapa com todas as vias e demais detalhes devem ser divulgados posteriormente.
Em nota, o Setran (Setor de Trânsito) informou que a expansão da Zona Azul está prevista no contrato firmado em 2.000 entre a Prefeitura e a empresa concessionária Hora Park. “O modelo atual de contrapartida será mantido para a Zona Verde, sendo 11% do total da arrecadação mensal dos parquímetros, divididos entre a Associação Comercial e Empresarial (5,5%, para promoção de campanhas de divulgação do comércio), Instituição Pequeno Artesão (2,75%) e Projeto Fênix (Associação Cristiano Osório de oliveira Filho), que atua na recuperação de dependentes químicos (2,75%)”.
APROVAÇÃO
Segundo o coronel Ademir, a maioria dos donos de comércios, clínicas e profissionais liberais, bem como usuários, aprova a implantação do sistema e são favoráveis à medida. “Todos aqueles com os quais conversei são favoráveis e pediram urgência. A própria ACE (Associação Comercial e Empresarial) encaminhou documento solicitando o serviço nessas ruas”, ressaltou.
A comerciante Elizabete Siqueira, 53, tem comércio na redondeza e concorda com a instalação do serviço. “Acredito que vai ser viável, porque haverá mais vagas. E vai melhorar muito para o pessoal que precisar ir ao médico, ao hospital”, afirmou.
A cuidadora de idosos Denize Siqueira de Andrade, 57, apoia a iniciativa e acredita que a implantação do sistema Zona Verde será democrático e beneficiará todas as pessoas que precisarem usá-lo, assim como quem mora na região. “Porque a pessoa vai ao hospital e fica lá cinco ou seis horas com o carro parado, sendo que tem outras pessoas que também precisam ir e não têm onde estacionar. Certa vez passei por isso e tive que levar minha mãe de cadeira de rodas porque não tinha vaga”, disse.
Já o biomédico Roberto Dias Conceição Junior, proprietário do laboratório Centermed, localizado à rua Conselheiro Antônio Prado. Ele é contra a exploração do serviço pela Hora Park. “Acho um absurdo. Seria a favor, desde que houvesse uma contrapartida e o dinheiro – em parte – fosse revertido à Santa Casa. Já que a intenção é desafogar as vagas para os doentes ou familiares que precisam de vagas, que pelo menos 50% do valor arrecadado fosse revertido ao hospital”, informou.




