Importância da represa vem à tona com as recentes chuvas

Por Bruno Manson
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Os alagamentos ocorridos nos últimos meses em São João da Boa Vista estiveram entre os principais temas debatidos pelos vereadores na Câmara Municipal. Durante a sessão ordinária realizada segunda-feira (27), Gustavo Belloni (PODE) destacou a importância do Plano Diretor de Macrodrenagem, um estudo técnico que aponta as medidas estruturais necessárias para o controle das inundações no município.

Anteriormente, Heldreiz Muniz (REDE) relatou que protocolou na Casa de Leis um documento solicitando a formação de uma comissão para estudar e apresentar um documento com soluções a curto, médio e longo prazo para o controle das enchentes. “A gente sofre com as mudanças climáticas e essa é uma realidade que as cidades precisam se adaptar”, disse.

Tribuna: Belloni destacou a represa entre as medidas previstas para o controle das enchentes (Divulgação/Câmara Municipal)

Ao usar a Tribuna, Belloni comentou que o Plano Diretor de Macrodrenagem é um levantamento completo, que abrange desde a hidrografia, o solo e a vegetação a até os reflexos da ocupação desordenada na cidade, apresentando algumas soluções a serem seguidas. “Este documento técnico, nós já temos. E seria um norte a seguir para ganhar tempo”, declarou o edil.

REPRESA

Um dos pontos frisados por Belloni foi com relação à construção da represa para auxiliar a conter os alagamentos no perímetro urbano. “No relatório fala que a Barragem do Rio Jaguari-Mirim serve para lazer, turismo, geração de energia, regularização de vasões para o abastecimento de água e, o mais importante, controle de cheias. Não precisamos discutir e demorar mais tempo!”, afirmou.

Para o vereador, a construção deste reservatório juntamente com os dois piscinões já existentes, minimizariam os alagamentos. “Vários vereadores da legislatura passada aprovaram, em 2020, o Plano de Saneamento Básico, com todos os recursos dirigidos para a construção da represa. Então caminho já tem!”, observou.

‘NOVELA’

Ao comentar sobre o assunto, Titi (PSDB) explicou que a implantação da barragem é significativa para ajudar na contenção das cheias, pois evitaria que o Córrego São João e o Ribeirão da Prata transbordassem. “A importância da construção da represa que é uma novela das oito, com alguns capítulos de prorrogação. Há a necessidade de retomar esse assunto importante para o município em todos os sentidos”, concluiu.

VIÁVEL

Em julho do ano passado, a Câmara Municipal promoveu um amplo debate para tratar da real situação em que se encontra a construção da Barragem do Rio Jaguari-Mirim. Na ocasião, o então chefe de Gabinete, José Fernando Bruno, afirmou que a execução desta obra estaria estimada em aproximadamente R$ 60 milhões. Apesar do alto custo deste empreendimento, ele foi categórico em dizer que a construção do reservatório é necessária diante da crise hídrica e poderia ser feita por etapas. “Acho factível e necessária a construção dessa represa. Agora, o município sozinho não tem autonomia financeira e nem técnica para fazer”, avaliou. Na época, essa reunião selou a união dos Poderes Executivo e Legislativo nas tratativas para viabilizar a implantação da barragem.

Represa: reservatório ajudaria na contenção das cheias nos rios que passam pelo município (Arquivo/Prefeitura de São João)

SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA

Enquanto a represa não sai do papel, a prefeita Maria Teresinha de Jesus Pedroza (União) instituiu “situação de emergência” em São João. Assinado no mesmo dia da sessão, o decreto não altera em nada os procedimentos de compras e de licitações da municipalidade, mas facilita a captação de recursos para melhorar as condições das áreas ribeirinhas. “Esta medida aconteceu sob a justificativa dos transtornos gerados pelas últimas chuvas para as famílias atingidas. A prefeita Teresinha, pensando em garantir a possibilidade de atendê-las de forma digna, se reuniu com a equipe e elaborou o decreto de emergência, pois esse documento pode abrir frente junto aos governos estadual e federal para que, na distribuição dos repasses, São João tivesse prioridade para receber recursos”, justificou a chefe de Gabinete Thamires Montiel.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Se bem me lembro e inclusive li aqui mesmo neste jornal, a “digníssima” administradora municipal disse em alto e bom som que a represa não era prioridade da administração dela. Quem não é cego, vê, e quem saber ler, pingo é letra: Jamais vou tocar uma obra que tem o “carimbo” dos meus adversários políticos. O coronelismo impera aqui nesse fim de mundo.

  2. marido da dignissima administradora queria que o dinheiro da represa fosse repassado para o hospital .na epoca dizia que so ia gastar para limpar a represa .ne ze pois a represa abre as portas para desenvolver o turismo em sjbv ,desenvolver um turismo inteligente todos vao ganhar com isto pois na regiao final de semana nao tem nada para si fazer

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