Por Bruno Manson
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O Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília (DF), acatou o pedido da defesa e mandou soltar o médico Leonardo Reno Romano, de 39 anos, preso recentemente pela Polícia Civil de Aguaí. Ele ficou conhecido por ter se envolvido em um acidente que matou duas pessoas e deixou um ferido em outubro de 2013, na rodovia Dom Tomás Vaquero (SP-344), no trecho entre São João da Boa Vista a Aguaí.

A soltura de Romano foi determinada na sexta-feira (7). Conforme apurado, o STJ entendeu que não houve proporcionalidade no decreto da prisão dele. Patrocinada pelos advogados criminalistas Marcelo Valdir Monteiro e Leandro de Lima Oliveira, a defesa do médico informou que o júri foi marcado para segunda-feira (17), às 9h, contudo, já houve o depoimento do delegado titular do caso que, segundo os defensores, foi prestado de forma “antecipada”.
Em nota encaminhada ao O MUNICIPIO, os advogados alegaram ainda que o delegado teria declarado que “foi obrigado a produzir provas apenas para a acusação e não juntar nada no inquérito que beneficiasse o réu, pois ele tinha que ser preso a qualquer custo”. A defesa do médico afirma que estas alegações e, agora, a decisão do STJ restabelecem a lisura do processo penal e que será provado à Justiça que não houve intenção homicida por parte do médico, que estava de plantão e trabalhando antes do acidente de trânsito ocorrido há nove anos.
MORTES
O acidente ocorreu no dia 12 de outubro de 2013, por volta das 6h, no trecho da SP-344, que liga São João à Aguaí. Leonardo conduzia um Chevrolet Camaro e, segundo testemunhas, estava em alta velocidade. Na ocasião, ele bateu o carro contra a traseira de um Volkswagen Gol que estava ocupado por três pessoas. O funcionário público Edson dos Santos Marreiro Viana estava na direção do veículo e sofreu múltiplas faturas, sobrevivendo à colisão. Já a garçonete Ana Daiane Anversa, 24, morreu no local, enquanto que o chapeiro Ricardo Felipe Salvi, 20, foi socorrido com vida, mas não resistiu.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar Rodoviária (PMR) na época, o acidente ocorreu no momento em que o Gol fazia a ultrapassagem de um caminhão. O carro foi atingido na traseira pelo Camaro, sendo arrastado por um trecho até cair no canteiro central. Já o veículo do médico foi parar na pista em sentido contrário.
BEBIDAS
No Boletim de Ocorrência lavrado sobre este caso constou que, durante o resgate das vítimas, Romano foi atendido e levado à Santa Casa de Misericórdia Dona Carolina Malheiros, de onde desapareceu. De acordo com a Polícia Civil, havia indícios que o médico teria consumido bebida alcóolica, já que foram encontradas duas latas de cerveja no interior do Camaro e havia um forte odor etílico no veículo.
LIMINAR DESCUMPRIDA
Na época em que ocorreu o acidente, ele tinha 30 e trabalhava na Santa Casa, além de fazer plantões em Aguaí. Conforme apurado, ele foi considerado foragido até 2016, quando foi julgada uma medida cautelar de liberdade provisória sob fiança. Contudo, a liminar foi descumprida, levando à determinação de novo pedido de prisão preventiva.
EM APARECIDA
Leonardo Reno Romano foi detido no dia 23 de agosto deste ano, em Aparecida (SP). Após receber o comunicado que a prisão preventiva do médico havia sido decretada, a Polícia Civil de Aguaí iniciou as investigações e descobriu o paradeiro dele. Diante disso, uma equipe foi à estância turística e conseguiu capturá-lo.





É de se duvidar que um delegado a frente da investigação tenha falado isso : “os advogados alegaram ainda que o delegado teria declarado que “foi obrigado a produzir provas apenas para a acusação e não juntar nada no inquérito que beneficiasse o réu, pois ele tinha que ser preso a qualquer custo”