Por Pedro Souza
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O estádio Dr. Octávio da Silva Bastos (CIC) foi palco para as finais do Campeonato Amador no domingo (7). Na final da primeira divisão, no clássico sanjoanense entre Pratinha e Esportiva, o alviverde saiu mais feliz e foi campeão, nas penalidades, com a estrela de Ninum brilhando mais uma vez no momento decisivo. Pela segunda divisão, o Califórnia ficou com o título, também nos pênaltis.
Destaque da manhã do domingo foi para a família Silva, dos irmãos Tetê e Felipinho, do Pratinha e Califórnia, respectivamente. Os zagueiros e capitães das equipes levantaram as taças das duas competições.

CLÁSSICO DISPUTADO
Não é novidade um embate final entre Pratinha e Esportiva em Campeonato Amador. Foi assim em 2016, quando a Esportiva saiu campeã nos pênaltis, no ano do centenário do clube rubro-negro. Mas dessa vez, a história foi escrita de forma diferente, com outras cores.
Depois de um 0 a 0 pouco inspirado no jogo de ida, as equipes resolveram ir com tudo na partida de volta. Logo aos 5 minutos, em jogada de escanteio, o volante Kokimoto da Esportiva colocou a bola pra rede, mas contra o próprio patrimônio.
Atrás no placar, o time comandado pelo técnico Carmo Evangelista (já que Arnaldo Mansano tinha compromisso em São Paulo) foi em busca do empate e conseguiu aos 14 minutos, também em jogada de bola parada, com o lateral-esquerdo Victor Hugo deixando o marcador tudo igual.
Aos 25 veio a virada rubro-negra em um belo gol. O volante Leandro deu um lindo lançamento para Luizinho, que recebe, dominou e bateu cruzado, a bola explodiu na trave e sobrou para Vinícius marcar no rebote.
O jogo estava eletrizante e aos 33 minutos outro gol do Pratinha, em mais uma jogada de bola parada, dessa vez com o atacante Douglas. Mesmo com muitos desfalques, o Pratinha encarava de frente a Esportiva.
Aos 42, Carmo foi expulso por reclamação e a equipe passou a ser comandada pelo dirigente Zé Eduardo. Tudo igual na primeira etapa em 2 a 2.
O segundo tempo foi mais brigado e menos vistoso, com poucas chances para os dois lados. Os goleiros Ninum (Pratinha) e Geleia (Esportiva) pouco trabalharam.
Mesmo com mudanças nos dois lados, o resultado seguiu o mesmo. Novo empate e decisão nas penalidades.
Nos pênaltis, apenas Renan converteu pelo lado da Esportiva; Jamaica e Fabrício desperdiçaram. Do lado do Pratinha, todos fizeram: Júlio, Iago, Bruno Dragone e Lu, decretando o título alviverde ao vencer por 4 a 1, com a estrela do goleiro Ninum brilhando mais uma vez em uma final de campeonato.
O Pratinha encerra o Campeonato Amador como a equipe que mais fez e menos tomou gols. Foram 33 bolas na rede e apenas seis sofridos em 12 jogos, com 27 gols de saldo.

CALIFA É CAMPEÃO
Antes do clássico, teve a final da segunda divisão. No jogo de ida, o Califórnia venceu o Nova Onda por 3 a 2. Já na partida de volta, vitória do Nova Onda por 1 a 0.
Com a igualdade no placar agregado, a decisão também foi nos pênaltis, com vitória e título do Califa, por 4 a 3.

PREMIAÇÕES
O artilheiro isolado da primeira divisão foi o atacante Luizinho, da Esportiva, com 13 gols anotados. Já na divisão inferior, foi Bruno Germine, do Califórnia, com 24 gols feitos.
DESISTÊNCIA
A equipe da Vargeana desistiu de disputar o Campeonato Amador no segundo semestre, portanto a equipe terceira colocada na segunda divisão, o Atlético Recanto, sobe para a primeira divisão.
A festa das arquibancadas

Quem esteve no estádio do CIC no último domingo acompanhou não apenas um grande jogo entre duas das mais tradicionais camisas do futebol de São João da Boa Vista: Pratinha e Esportiva. Dentro de campo quatro gols, um deleite para o torcedor que acordou cedo em pleno domingo.
Após empate em 2 a 2 no tempo normal, o Pratinha venceu o campeonato com ótima atuação do goleiro Ninum, que defendeu a primeira cobrança da Esportiva.
Mas, o destaque deste domingo vai além das quatro linhas. O que deu ainda mais brilho para a grande final foi a festa das arquibancadas. Confesso que não ia ao CIC assistir a uma partida de futebol há um bom tempo e deixei o campo no domingo com um misto de sentimentos. Bons, é claro.
Ao chegar ao CIC, antes da partida principal ter início, já era possível notar a presença de famílias, muitas crianças. E uma boa parte uniformizada com camisetas dos times que fariam a final. Quando o jogo começou o torcedor fez o seu papel, cantando, incentivando, sem brigas ou agressões.
Do lado da Esportiva um torcedor símbolo com uma enorme bandeira fazia a alegria dos presentes. Mas, do lado do Pratinha uma multidão de torcedores deixou o CIC verde e branco, apoiando os seus jogadores do começo ao final. Eram mulheres, homens, idosos e crianças.
O Pratinha é, com certeza, uma das equipes com maior número de torcedores. E assim deve prevalecer por muito tempo, pois uma legião de pequenos apoiadores começa a ser formada com apoio dos pais. Eram muitas crianças vestindo a camisa do clube, as quais entraram em campo junto com os jogadores, emocionando os presentes e abrilhantando o espetáculo. Bonito de ver e digno de aplausos.
Parabéns aos dirigentes de ambas as equipes, à Liga Sanjoanense de Desportos, ao Departamento de Esportes da Prefeitura Municipal, aos atletas e aos torcedores.
O último domingo foi, sem dúvida, tempo de celebrar o bom futebol. E dia em que o CIC se tornou verde e branco.
Por Reinaldo Benedetti




