
Uma das obras mais reivindicadas pelos sanjoanenses, a construção de uma alça viária nas imediações do campus da Universidade Estadual Paulista (Unesp) parece que está longe de tornar-se realidade. Recentemente, o Conselho Diretor da Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) deliberou pelo indeferimento da inclusão do dispositivo de retorno e acesso no Km 225 da rodovia Governador Doutor Adhemar Pereira de Barros (SP-342), saída de São João da Boa Vista para Espírito Santo do Pinhal.
A decisão foi publicada no dia 6 de fevereiro no Diário Oficial de São Paulo e causou espanto junto à Prefeitura de São João, uma vez que a administração municipal já vinha articulando a execução desta obra junto ao governo estadual. “Nos causa estranheza esse indeferimento neste momento. Provavelmente pode ter ocorrido devido a um pedido de reequilíbrio econômico pela Renovias, o que ocasionou diversos entraves na negociação entre Artesp e a concessionária”, comentou o diretor Ródion Moreira, responsável pelo Departamento de Gestão e Planejamento. “Outra possibilidade é a do projeto apresentado na época, que não condiz com as normas técnicas vigentes da Artesp e, por isso, o indeferimento. Há um item em relação às normas técnicas, negado logo no começo pela parte técnica da Artesp”, observou.
Diante deste panorama, ele afirma que o Executivo entrará em contato com o governo estadual para averiguar este fato. “A Prefeitura está buscando uma nova conversa na Secretaria dos Transportes para se inteirar a respeito dessa negativa que, repito, nos causa muita estranheza”, afirmou Moreira.
Enquanto a situação é apurada, o diretor relata que a administração municipal buscará uma alternativa para solucionar o problema no trânsito no trecho da Unesp. “Vamos pensar, analisar e buscar a melhor saída, inclusive as correções necessárias dentro do projeto apresentado na gestão anterior”, ressaltou.
FLUXO DE VEÍCULOS
Além de oferecer maior segurança aos condutores que trafegam pelo trecho, a criação de uma alça viária possibilitará acesso não só ao campus da Unesp, mas também à região da avenida Professora Isette Corrêa Fontão e à interligação de 13 bairros na região do Jardim Ipê e do Parque dos Resedás.
Por se tratar de uma parte da cidade que está em crescimento, a tendência é que o fluxo de veículos aumente ainda mais nesta área nos próximos anos, o que tem deixado muitos moradores preocupados. Cleiton Adriano Gomes tem 46 anos e reside no Jardim Ipê. Ele trabalha como técnico auxiliar de regulação médico e vive uma verdadeira via crucis quando passa pelo trecho. “É comum chegar os horários de pico e se deparar com 20 a 25 carros tentando ter acesso a essa região da cidade”, contou. “Tem que dimensionar também o perigo que é, pois é uma rodovia”, alertou.
Segundo ele, já tornou-se comum ver motoristas e motociclistas realizando manobras perigosas, colocando a segurança deles e de outros condutores em risco. Em meio a esta situação, o morador acredita que o Poder Público deve buscar uma solução para este problema o mais rápido possível, uma vez que a tendência é que esta situação se agrave cada vez mais com a expansão dos bairros. “O setor público teria que olhar para cá, com a mesma visão que veem a região do Mantiqueira. Teria que investir aqui. Segurança é um investimento para nossa região”, declarou.
Bastante reivindicada, obra sempre esbarrou em empecilhos

Estudado desde 2013 pela Prefeitura de São João da Boa Vista, quando o campus da Unesp foi inaugurado, o projeto para a construção de uma alça viária neste trecho sempre esbarrou em empecilhos. Um deles era a desapropriação das áreas às margens da rodovia, questão resolvida em novembro de 2017.
Na época, o governo paulista declarou de utilidade pública, para fins de desapropriação pela Renovias, os imóveis necessários às obras de implantação do dispositivo de retorno e acesso à Unesp. Ao todo 11 áreas, às margens da via, foram declaradas de utilidade pública.
Em agosto de 2018, a então administração municipal firmou acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para o remanejamento de mais de mil metros de adutoras localizadas às margens da SP-342, o que também impedia a implantação da alça viária.
Em 2019, o ex-prefeito Vanderlei Borges de Carvalho (MDB) e a ex-vereadora Patrícia Magalhães (PSDB) participaram de audiências em São Paulo para reforçar o pedido da construção da alça viária. Contudo, apesar de todas as reivindicações feitas, a obra não saiu do papel, ficando com o projeto ‘emperrado’ na Procuradoria Geral do Estado (PGE).
ANO PASSADO
Em 26 de janeiro de 2020, o vice-governador Rodrigo Garcia (DEM) esteve em passagem por São João da Boa Vista, ocasião que anunciou melhorias paras as rodovias regionais, como a duplicação da SP-344 e destacou que o governo estadual buscava uma solução para o trânsito nas imediações da Unesp.
“Nós praticamente já temos um projeto funcional pronto e estamos em negociação com a concessionária. Nós sabemos dos acidentes que ocorreram nos últimos tempos e estamos ultimando, do ponto de vista jurídico, para o mais rápido possível podermos dar uma solução para aquilo, ou através de uma renovação com a própria concessionária ou uma obra pública. Mas vamos em breve trazer notícias aqui, para solucionar o acesso a Unesp”, afirmou à época.





NUNCA DEVERIAM TER LIBERADO ESSES LOTEAMENTOS SEM PRIMEIRO TER UM ACESSO SEGURO, AINDA MAIS POR CRUZAR UMA RODOVIA E SER ACESSO À UMA UNIVERSIDADE, QUEM LIBEROU????
QUAL O MOTIVO???
Na verdade nunca deveriam ter liberado aquele acesso. Os loteamentos ok, podem ser liberados, caminhos pra chegar neles tem outros mais segundo, só que tem que andar mais.