
A primeira edição do jornal O MUNICIPIO que esteve sob direção de dr. Joaquim Cândido de Oliveira Neto foi publicada em um 7 de maio de 1988. Naquele sábado, o periódico chegava à edição de número 6.859. De lá para cá, diversos editores colaboraram para construir a história deste centenário jornal. E para recordar alguns momentos memoráveis, trazemos aqui o testemunho de algum deles.
COMEÇO DIFÍCIL

Francisco Arten iniciou no jornal O MUNICIPIO antes mesmo do periódico ser dirigido pelo dr. Joaquim. Na época, ele acompanhou a transição para a nova diretoria e recorda com satisfação como tudo aconteceu. “Eu ajudei a adquirir o jornal e a prepará-lo para esta nova fase. Lembro da preocupação do dr. Joaquim neste período e dos inúmeros jornais do interior que visitamos para conhecer e aprender”, afirmou. “Quando ele adquiriu O MUNICIPIO, o jornal passava por um período extremamente difícil, talvez o período mais crítico de sua história, com tiragem pequena, deficitário, impressões ruins e perdendo credibilidade. Foi um começo muito difícil, mas era estimulante ver a preocupação do doutor em melhorar o jornal, cada vez mais, em todos os seus aspectos. E ele não tinha medo de investir com este objetivo”, destacou.
Arten também lembrou dos momentos de aprendizagem ao lado do diretor. “Das muitas coisas que aprendi com o doutor e que me influenciaram em outras experiências de vida que tive, foi a de me cercar das melhores pessoas disponíveis, das ‘melhores cabeças’, como ele costumava dizer. E ao buscar as pessoas talentosas, a gente ia aprendendo e melhorando também”, disse. “Procurei me cercar de pessoas talentosas, sem ter medo de trabalhar com gente que sabia mais que eu, aprendendo com elas”.
APRENDIZADO

De 2004 a 2006, o comando da Redação era de Ana Claudia Camara. Na época em que ela estava na faculdade, dr. Joaquim abriu um espaço no jornal para que publicasse alguns artigos. Posteriormente, chegou a fazer algumas matérias especiais, até se tornar editora-chefe do veículo de comunicação. “O dr. Joaquim foi uma pessoa muito boa, calma e bastante disponível para nos ajudar. Sempre muito atento a tudo que estava acontecendo na cidade, no país e no mundo. Ele acompanhava todas as reuniões de pauta e nos ajudava com algumas dicas ou caminhos a serem seguidos. Lembro que em todo fechamento ele entrava na minha sala e falava: ‘Minha filha, como estão as coisas? Está tudo certo? Qual é a manchete de amanhã?’”, recordou.
Ana Claudia ressaltou que o diretor sempre deu muita liberdade para trabalhar e que confiava no potencial dos profissionais que tinha. “Lembro quando tive que entrevistar o governador Mário Covas e ele me disse: ‘Minha filha, você não pode ser doce, tem que ser firme’. Tive a felicidade também de estar à frente do jornal quando este completou 100 anos. Foi um marco em sua história! É uma perda muito grande para todos nós que tivemos a honra de conviver e aprender tanto com ele, mas principalmente para a cidade, para a qual ele sempre se dedicou tanto. Meu muito obrigada a ele e todo meu carinho à Vera, ao Quim e à Bel”.
ADMIRAÇÃO

Daniela Bertoldo começou a carreira no jornal O MUNICIPIO aos 17 anos, como repórter. Trabalhou de 2000 a 2008, até se tornar editora-chefe. “Não foi nada fácil ler essa notícia, imagino para os meus amigos que tiveram que escrevê-la. Dr. Joaquim Cândido de Oliveira Neto nos deixou. Deixou também uma tristeza enorme em nossos corações, mas, acima de tudo, deixou um legado para a sociedade: um jornal centenário, com credibilidade e muitas bandeiras defendidas em prol da cidade, e excelentes profissionais que tiveram a oportunidade de aprender com ele”, declarou.
Bertoldo esteve oito anos à frente do jornal, o qual considera uma verdadeira escola, onde muita gente teve a honra de ter tido o melhor professor. “Foram oito anos maravilhosos.
O dr. Joaquim estava sempre ali, para vibrar com as nossas reportagens e nos instigar nos momentos de apuração de cada matéria. Muita gente que passou pela redação pôde conhecer esse lado humano e inquieto do doutor, que lutava por uma São João melhor. Ele admirava meu trabalho e eu o admirava”.
UM GRANDE AMIGO

Franco Junior trabalhou em um período mais recente, de 2012 a janeiro de 2020. Iniciou como estagiário, depois realizou a cobertura de diversas áreas como polícia, esportes e política. Antes de sair, era editor-chefe do jornal. “Além da vontade dele em querer ver a evolução de cada um e de levar a informação de qualidade ao leitor, foi o fato dele gostar das pessoas que estão ao seu lado. Nunca tratou como funcionário, mas sim como amigo para estar na vida dele. Ele gostava de reunir as pessoas e fazer festas com o pessoal do jornal para dar risadas, fazer piadas sobre tudo. Ele sempre foi um cara fácil de conviver e de sorriso fácil. Ajudou muita gente a realizar sonhos profissionais e pessoais. Um grande amigo que fiz na minha vida e com certeza um amigo de muita gente desta mesma forma”, destacou.




