Diretora da Anvisa descarta vacina imediata da Covid-19

Pesquisadora: íntegra das declarações de Alessandra está no canal da TV UniFAE no YouTube (Divulgação/Ascom UniFAE)

Em evento virtual promovido na quinta-feira (3) pelo Centro Universitário UniFAE, a pesquisadora Alessandra Bastos Soares, diretora da 2ª Diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), afirmou que, “até o momento, a Anvisa não recebeu nenhuma solicitação de registro de vacinas, nem mesmo para uso emergencial de aplicação a grupos específicos e, quando entrar o pedido, serão necessários alguns meses para que todo o processo de aprovação seja concluído e a vacina liberada para uso”.

Na quarta-feira (2), a Agência divulgou que empresas desenvolvedoras de vacinas contra a Covid-19 podem solicitar “uso emergencial” no Brasil.

Todavia, a pesquisadora explicou que “uso emergencial” segue protocolos para aplicação só em grupos específicos, que estão sendo acompanhados e monitorados, o que é muito diferente do “registro sanitário”, que é a aprovação completa para uso de um imunizante.

Na oportunidade, Alessandra ressaltou que o registro definitivo depende de todas as etapas para que sejam garantidas a segurança, eficácia e qualidade da vacina.

Falando para pesquisadores reunidos na webinar “Vacinas para a Covid-19: como estão as pesquisas”, promovido pela Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação e transmitido pela TV UniFAE, a pesquisadora fez um alerta.

“A sociedade tem que estar atenta ao que está sendo divulgado. A missão da Anvisa é preservar a saúde do cidadão e a Agência não tem preferência por qualquer tipo de vacina. É um trabalho minucioso de análise que envolve muitas áreas. Para se ter uma ideia, tem documentos que passam de 15 mil páginas a serem analisadas”, ressaltou.

Pfizer/BioNTech, Moderna, Instituto Gamaleya, AstraZeneca/Oxford e CoronaVac são as vacinas que, segundo as empresas, estão na última fase de testes. Entretanto, nenhum estudo sobre o atual estágio foi publicado numa revista científica.

QUANDO TEREMOS A VACINA?
Mesmo muito otimista com o avanço das pesquisas e o esforço internacional em busca da vacina, Alessandra foi enfática ao afirmar que “é uma irresponsabilidade e uma desonestidade fazer qualquer previsão sobre quando a vacina estará disponível para a população”. E completou que “diante da tragédia da pandemia, há uma corrida contra o tempo, mas estamos sendo rigorosos nos estudos em todos os níveis e etapas”.

A pesquisadora também é categórica ao afirmar que serão necessárias mais de uma vacina para imunizar a população mundial e que “não há estudos clínicos para vacinar crianças”. E finalizou orientando as pessoas a tomarem as vacinas quando estiverem liberadas e aprovadas pela Anvisa e a continuarem com os cuidados pessoais de uso de máscara, higienização e distanciamento social, além de indicar o site da Anvisa (www.anvisa.gov.br) para dúvidas.

A íntegra das declarações da pesquisadora Alessandra Bastos Soares está disponível no canal da TV UniFAE no YouTube.

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