
Em Aguaí, a Sociedade Esportiva Vila Braga, equipe tradicional da cidade, resolveu resgatar o clube do município vizinho; a ideia é disputar o sub-20 da Liga de Futebol Amador de Sorocaba, que tem organização da Federação Paulista de Futebol.
Atletas de São João da Boa Vista, Espírito Santo do Pinhal e da própria Aguaí, compõe o time, que planeja se destacar na competição, e, principalmente, revelar novos talentos.
HISTÓRIA
Antigamente, a Sociedade Esportiva Vila Braga se chamava ‘Os Caveiras’, devido ao cemitério ficar na Vila Braga, em Aguaí.
Quando o time foi fundado, em 17 de dezembro de 1967, juntou-se, em maioria, corintianos e são-paulinos — por essa razão o uniforme é preto e branco, mas com o escudo mais parecido com o do Tricolor Paulista.
“Decidimos resgatar o clube pela tradição, pois quando haviam jogos do Vila Braga na cidade, toda população do bairro se prontificava a apoiar o time onde fosse, claro que com mais força no Estádio Municipal [Dr. Leonardo Guaranha]. Outra característica importante do Vila Braga é que sempre foi um grande lançador de talentos para a cidade de Aguaí”, disse o diretor de esportes do time, Jorge Verissimo Grillo, mais conhecido como Alemão.
DIFICULDADES
A principal dificuldade enfrentada pelo Vila Braga é financeira, sobretudo na locomoção de atletas.
Em entrevista com o presidente da Sociedade Esportiva Vila Braga, Márcio Cardoso da Silva, ele expressou que ‘tudo gera gastos’, mas mesmo assim, a equipe pretende disputar a Liga de Futebol Amador de Sorocaba.
“Nós pretendemos sim disputar a Liga de Futebol Amador, que será em Sorocaba, os times que disputam essa Liga são equipes de ponta, como o Independente de Limeira, o Radium de Mococa, o Metropolitano de Jundiaí, sem contar os times que têm parcerias com Guarani, Flamengo, São Paulo e outros, é um sonho que queremos realizar, mesmo com as dificuldades”.
OBJETIVOS
O principal objetivo do time aguaiano não é nem se sagrar campeão do torneio, mas sim, encarar todos os times com igualdade, além de promover e incentivar o jovem ao esporte. O Vila Braga busca uma estruturação do clube para poder dar saltos maiores na formação de jogadores e cidadãos de bem dentro da sociedade.
“Vamos tentar correr por fora na Liga e quem sabe buscar algo maior, nós não temos uma grande infraestrutura, mas quem sabe podemos beliscar uma colocação legal, seria bom para os meninos, para a cidade e região”, disse Márcio.
O Vila Braga ainda não encerrou o processo para buscar novos jogadores, porém já realizaram alguns amistosos em São João e Aguaí.
“Nossa intenção é, assim que acabar a pandemia, fazer uma peneira para podermos dar oportunidade a quem não conhece ainda o projeto. Faremos uma divulgação mais forte para que mais gente fique sabendo”, contou Márcio.

UNIÃO FAZ A FORÇA
O trabalho em equipe é importante, e isso não é diferente no Vila Braga. De acordo com Alemão, toda ajuda é bem-vinda.
“É importante frisar que não conseguimos nada sozinhos, precisamos de toda a ajuda possível, queremos fazer o certo e o melhor para esses meninos que hoje, infelizmente, têm muitos talentos desperdiçados por motivos de se envolver com drogas, por exemplo. Gostaríamos de destacar que acreditamos que é possível, com muita vontade, dedicação e orientação, mostrar às pessoas que nossa região tem condições de revelar talentos, dar oportunidades e qualidade de vida melhor para esses jovens”.
COMANDO SANJOANENSE
Quem está no comando da equipe é o sanjoanense Teté Fanelli, ex-goleiro profissional do Palmeiras Futebol Clube, Esportiva Sanjoanense, Guaçuano e Serra Negra. Na Esportiva, inclusive, foi treinador das categorias de base por dez anos, quando decidiu pendurar as luvas.
“Recebi o convite por meio do Deleizão [presidente do Olaria São Pedro], ele disse que o Vila Braga precisava de alguém que tinha o CREF [Conselho Federal de Educação Física, que licencia para ser treinador] e pela minha experiência com categorias de base me convidara”, falou Teté.
O treinador fez questão de enfatizar a organização da equipe, o principal motivo que o fez aceitar este desafio.
“Gostei das condições que me ofereceram, é um time muito bem organizado, me surpreendi positivamente. A equipe está em formação, mas já tem uma boa base, participei de quatro amistosos e ganhamos todos. Temos uma boa defesa, que começa com o goleiro João Pereira, que é de São João, que já jogou Campeonato Amador pelo Atlético DER e pelo Durval, precisamos fazer só alguns ajustes no ataque”, completou o técnico, que fez questão de agradecer o observador técnico e também sanjoanense Felipe Lopes, hoje no Athlético Paranaense, que se esforçou para que Teté concluísse o CREF para poder trabalhar em qualquer time profissional.




