José Marcondes expõe trabalho individual, fala de arte e carreira

Abertura: curadora Maria Célia com Marcondes e Dyra Oliveira, da Amigos da Arte (Divulgação/Rogério dos Santos)

Como O MUNICIPIO tem trazido nas últimas edições, o artista plástico José Marcondes está com a exposição ‘Reviver’, que reúne mais de 100 obras e inclusive algumas esculturas feitas por ele, na Cidade das Artes: Parque Urbano Municipal ‘Espaço Jovem Osmar Garcia’, localizada à rua Santo Antonio, 632 – bairro São Benedito (antiga Ceagesp).

Esta pode ser visitada até o dia 18 de novembro, com entrada gratuita e o horário de visitação é de segunda à sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados e domingos, com horário que pode ser agendado pelo telefone (19) 3636-4953.

Aos 82 anos, Marcondes revela que não expunha suas obras há muito tempo.
“O último Salão de Artes Plásticas, evento que eu encabeçava e que reunia diversos artistas plásticos de São João, foi na gestão do Joaquim Simião. E esta é a primeira vez que ocorre uma exposição individual, pela Prefeitura, com apoio do departamento de Cultura e eu fiquei muito honrado. Mais de 115 pessoas passaram pela abertura, o que, em um tempo de pandemia, foi sensacional. E bom não só para mim, mas para a cultura de São João”, enfatizou.

Cidade das Artes: muitas pessoas foram conferir a exposição (Divulgação/Rogério dos Santos)

‘Reviver’ é composta por 110 obras, cujas telas têm temática de paisagens do campo e marinhas, e Marcondes destacou que no mínimo 60% são inéditas.

“Algumas já haviam participado de outras exposições e Salões de Arte em São Paulo. A escolha dessas obras partiu da Maria Célia [Marcondes], minha esposa e curadora da exposição ‘Reviver’. Foi ela que disse ‘Vamos reviver o tempo das exposições?’”, comentou o artista plástico, referindo-se a como esta exposição foi concebida.

Perguntado sobre como despertou para esta arte, Marcondes lembra que foi por volta de 1955, quando, ainda adolescente, já gostava muito de desenhar e um tio-avô, que tinha este mesmo dom para o desenho, o estimulava. “Ainda no ginásio, tive um professor de desenho, Laercio de Azevedo, um talento, e que me incentivava muito”, recordou.

Paralelamente às artes plásticas, é professor de Educação Física aposentado e também foi o primeiro nadador e técnico de natação da Esportiva, posto que assumiu em 1966.

Olhar atento: público jovem também apreciou detalhadamente (Divulgação/Rogério dos Santos)

Com estilo neoimpressionista, Marcondes admitiu que o tema que mais gosta de trabalhar em suas telas são paisagens da serra, montanhas e marinhas. “Sempre apreciei e até hoje pinto paisagens bucólicas de São João. Mas também figura humana e alguns abstratos”, disse.

Dos eventos de relevância nacional nos quais o artista já expôs, o que ele fala com especial carinho é o Salão de Belas Artes de Piracicaba, considerado um dos melhores, senão o melhor Salão de Arte do Brasil.

“É uma referência e este ano não teve, por conta da pandemia, mas o ano que vem, [o evento] vai completar 66 anos. Piracicaba tem ainda o Salão de Arte Contemporânea e Salão de Humor, é fora de série. E eu já participei seis vezes dele, ganhando inclusive um Prêmio Aquisitivo Prefeitura Municipal – aquisitivo porque eles ficam com a obra do artista e lhe dão um valor em dinheiro”, finalizou.

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