Consumidores sentem no bolso aumento de preço do óleo de soja

Óleo de algodão: opção nos quesitos preço e durabilidade (divulgação/Arquivo Pessoal/Los Coxita)

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação IPCA – índice oficial de preços -, durante o mês de setembro registrou um aumento significativo, a começar pela alta dos alimentos e da gasolina que, por sinal, também teve mais um aumento nas refinarias.

No caso dos alimentos, diz o IBGE, “a aceleração no grupo Alimentação e bebidas (2,28%) ocorreu especialmente em função dos alimentos para consumo no domicílio, cujos preços subiram 2,89% frente a agosto. Entre as maiores variações, estão o óleo de soja (27,54%) e o arroz (17,98%), que acumulam no ano, altas de 51,30% e 40,69%, respectivamente. Em conjunto, os dois itens contribuíram com 0,16 p.p. (pontos percentuais) no IPCA de setembro”.

Em São João da Boa Vista, consumidores e supermercados perceberam este aumento, que deve impactar sobremaneira na realidade deles.

“Trabalhamos com prato feito, por peso e buffet self service, e percebemos esse aumento sim, e muito. O óleo e o arroz praticamente dobraram de preço. O feijão teve um aumento significativo, mas nada absurdo”, comentou Katia Cristiane de Abreu Caroci, comerciante que possui um restaurante em São João.

Katia calcula que o óleo de soja deve ter sofrido um aumento em torno de 130%. “E o arroz aumentou mais que isso, levando em conta que hoje compro uma marca inferior, pagando mais que o dobro do que eu costumava pagar em uma marca superior. Isso assusta e muito, pois o reajuste no valor atual de minha mercadoria se vê necessário. Porém, evitamos ao máximo para não repassar ao cliente. Mas na atual situação, se os aumentos não só dos itens básicos, mas também das carnes não abaixarem, é inevitável o repasse ao cliente, o qual creio que também fica prejudicado diante da atual situação que estamos vivendo”, justificou.

Os irmãos Lucas, Tamires e Felipe Santamarina Moretto, sócios da Los Coxita, uma salgateria sanjoanense, desde que abriram a empresa, há um ano e quatro meses, resolveram substituir o óleo de soja pelo de algodão – cujo preço é melhor e a durabilidade, maior.

“Já faz um bom tempo que utilizamos o óleo de algodão, por isso hoje não sabemos qual é a porcentagem [de aumento]. Mas, mesmo com a utilização do óleo de algodão, já ocorreram mudanças nos preços. Porém, sempre possui uma constância [no preço] e mantém a sua durabilidade. Justamente por isso, optamos por descartar o óleo de soja e passamos a utilizar o de algodão, que nos proporciona tanto um menor preço, como um tempo distante de um novo pedido”, revelaram os irmãos-sócios.

Nos supermercados, esta realidade também preocupa, até porque traz repercussão, visto que óleo, sobretudo o de soja, é um dos itens da cesta básica, necessário a muitas famílias.

“O óleo foi um dos produtos de maior preocupação para o comerciante, pois seu aumento foi muito alto”, analisou Andressa Honorato, responsável administrativo pelo Supermercado Honorato.

Na visão de Andressa, outros itens da cesta básica, como arroz e feijão, também sofreram alterações no valor.

“Mas o que com certeza atingiu da pior forma os comerciantes e clientes foi o arroz, com aumento de 103% de janeiro a setembro. O óleo foi, de fevereiro a setembro, de 82% o aumento”, contabilizou ela.

E acrescentou que, com certeza, bares, lanchonetes, restaurantes, hotéis e todos os setores que tenham como sua fonte de renda a alimentação e produção de alimentos serão afetados por esta alta no preço destes itens.

No Supermercado Marino, Eduardo Luciano Pinheiro, supervisor de compras, destaca que houve um aumento de preços por parte dos fornecedores, o que acabou se refletindo na ponta.

“O aumento foi algo em torno de 60%. O arroz também teve uma alta considerável, algo em torno de 50%. O feijão, por sua vez, não sofreu muita alteração nos valores”, finalizou Eduardo.

COMPARTILHAR

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here