Ideb: São João obtém média acima do Estado e do Brasil

Rede municipal de Educação galgou meta de 6.9 pontos nos primeiros anos do ensino fundamental no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) (Reprodução)

As escolas municipais de São João da Boa Vista tiveram nota média de 6.9 nos primeiros anos do ensino fundamental e bateram a meta projetada no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2019. É a sétima vez consecutiva que a cidade atinge ou supera o indicador. O valor está acima da média nacional, que foi de 5.9, e da média do Estado de São Paulo, que foi de 6.6.

Da rede municipal de São João, alunos do 5º ano de nove (9) escolas municipais foram avaliados. Seis delas superaram a meta para 2019 e cinco (5) tiveram índice acima de 7.0: a Escola Municipal de Ensino Básico (Emeb) Professor Germano Cassiolato registrou o Ideb mais alto (7.7); seguida das Emebs José Inácio Diniz e José Peres Castelhano, que empataram com 7.6; Emeb Nicola Dotta com 7.5; e a Emeb Sarah Salomão (7.1). Já a Emeb Pedro Vaz de Lima ficou abaixo de 7.0, mas obteve 6.5 pontos, indicador 0,5 maior que a meta proposta para a unidade, que foi de 6.0.

Ainda de acordo com os indicadores, as mesmas seis escolas já superaram o Ideb projetado para 2021 para a rede municipal de São João, que é de 7.1. Outras três escolas tiveram índice entre 6.0 e 6.7.

ANOS FINAIS DO FUNDAMENTAL
Contudo, nos anos finais do ensino fundamental, alunos sanjoanenses do 9º ano da rede estadual não atingiram o mínimo proposto para a avaliação pela quinta vez consecutiva. Neste caso, a meta recomendada para 2019 era de 6.2 pontos, mas o município recebeu 5.3 (-0,9).

As últimas duas vezes que a cidade atingiu a finalidade foram em 2007 e 2009, respectivamente, 4.6 e 4.8 pontos. Ainda neste ciclo, alunos de nove (9) escolas estaduais participaram, mas apenas a Professor José Nogueira de Barros atingiu a meta de 6.1 e a Professor Virgilio Marcondes de Castro teve 5.7 pontos (a meta era de 5.6).

ENSINO MÉDIO
No ensino médio (3ª série), a cidade superou a meta de 4.4 e conquistou 4.6 pontos. Alunos de oito escolas da rede estadual foram avaliados, sendo que quatro delas atingiram ou superaram as metas: Escola Estadual Doutor Teófilo de Andrade teve melhor pontuação e ficou com 5.7 – a meta era 5.0; Professor Virgílio Marcondes de Castro teve 5.3 (meta de 4.5); Coronel Cristiano Osório de Oliveira atingiu a meta proposta de 5.2 e a Domingos Theodoro de Oliveira Azevedo tinha meta de 4.6, mas conquistou 5.2.

O indicador, que avalia o desenvolvimento da educação básica brasileira, foi divulgado pelo Ministério da Educação na terça-feira (15). A sondagem é feita, a cada dois anos, desde 2005.

O próximo levantamento será em 2021 e a meta projetada para São João será: 7.1 nos primeiros anos do fundamental, 6.4 nos últimos anos do fundamental e 4.6 para o ensino médio.

DESEMPENHO ACIMA DA MÉDIA ESTADUAL
Em comparação com o desempenho para os primeiros anos de aprendizagem no Estado de São Paulo (6.6 pontos), São João ficou 0,3 pontos acima da média estadual com seus 6.9 pontos.

No quesito anos finais do fundamental, mesmo não alcançando a meta proposta de 6.2 e ficando com 5.3 pontos, a cidade ainda teve melhor desempenho do que o Estado, que recebeu pontuação de 5.2 – antes tinha 4.8. Mesmo assim, a pontuação paulista foi a melhor da história e de todas as outras redes estaduais do Brasil, segundo a Secretaria Estadual de Educação.

A cidade também superou o Estado no ensino médio. A educação estadual obteve média de 4.3 em 2019, mas 0,3 abaixo do êxito sanjoanense de 4.6 pontos. Ainda assim, São Paulo permanece em 5º lugar no ranking entre os estados.

Rede municipal comemora desempenho

Maria Helena Angeli Santana, diretora municipal de Educação, afirmou que estava apreensiva antes da publicação do resultado do Ideb, devido a um problema com o Censo Escolar na migração dos dados do sistema de cadastramento de alunos da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo para o EducaCenso (Censo Escolar) dos 5º anos.

“Mesmo após o Departamento de Educação e a União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) recorrerem, não conseguimos reverter o quadro, ficando, assim, 5 turmas de 5º anos sem a realização das provas, visto que isto também ocorreu em vários municípios”, alegou.

No entanto, a titular da Pasta comemorou o resultado. “[…] Alcançamos a meta dada para o nosso município, que era exatamente de 6.9. Parabenizo a todos os professores, as equipes gestoras das escolas e a equipe pedagógica do Departamento de Educação (assistentes pedagógicos e supervisores), que não mediram esforços nas capacitações nos estudos da nova BNCC [Base Nacional Comum Curricular] e na contribuição da elaboração do Novo Currículo Paulista, adaptado para a nossa Rede de Ensino”.

Maria Helena também destacou os principais fatores para o alcance da meta: comprometimento dos professores e equipes pedagógicas; análise de resultados anteriores e ações pontuais direcionadas às dificuldades dos alunos; reforço escolar; trabalho dos professores de inclusão nas salas do Atendimento Educacional Especializado (AEE), entre outros.

SP avalia liderança no ciclo final do fundamental

Ao avaliar a liderança de São Paulo frente às outras unidades federativas nos anos finais do ensino fundamental e a retomada de crescimento nas outras etapas, o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, também comemorou.

“Estou muito feliz com o crescimento do ensino médio do Brasil. Sonho com um País que continue avançando. O crescimento de São Paulo é muito importante, estamos nos movendo dentro da nossa própria comparação, ainda mais se levarmos em conta o tamanho da nossa rede”, afirmou.

Tendo em vista, agora, o impacto da pandemia do coronavírus (Covid-19), Soares ainda reforçou que a tendência de crescimento apresentada pelo Ideb 2019 pode não se manter nos próximos anos.

“Precisamos fazer essa reflexão enquanto sociedade sobre o que está acontecendo. A pandemia trouxe aumento do desemprego e há um consequente risco de evasão escolar. Temos muitos esforços para garantir a aprendizagem neste período, mas o desafio está posto e é fundamental que a gente reflita”, completou.

Como é a avaliação do Ideb

Feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC), o Ideb é um índice de 0 a 10, calculado com base em dois fatores: índices de aprovação/reprovação dos alunos e de abandono dos estudos, medidos no Censo Escolar; notas em provas de português e de matemática no Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica).

Para ter um bom Ideb, é preciso ter baixas taxas de reprovação e de abandono de estudos, além de resultados satisfatórios no Saeb. Essa avaliação é aplicada a cada dois anos, em algumas etapas escolares: 2º, 5º e 9º ano do ensino fundamental, e 3º ano do ensino médio.

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