Ilustrador desenvolve novo projeto para o público infantil

Autor e os Pandemimo’s: trabalham ‘lado bom’ do coronavírus (Divulgação/Arquivo Pessoal/Luiz Claudio Campos)

O ilustrador e designer gráfico Luiz Cláudio Campos, autor do livro infantil ‘De onde vem o coronavírus?’, idealizado por ele a partir de uma pergunta da filha, de 4 anos, está com novos personagens e projetos envolvendo o público mirim.

O livro, que é vendido em um kit composto por uma máscara infantil, um adesivo e um marcador de páginas, ganhou vida pela contadora de histórias ‘Tia Gê’ e pode ser assistido no canal do YouTube ‘Canta ou Conta’, procurando por ‘De Onde vem o Coronavírus?’.

“Como eu já tinha a história do livro, pensei em produzir alguma coisa de material para agregar mais valor ao personagem. Só que, em algumas pesquisas que fiz junto aos pais, estes até achavam a história bem interessante, mas o personagem do vírus tinha certa rejeição. Pelo fato de ser algo negativo, que faz mal às pessoas,” comentou Campos.

A partir daí, ele resolveu desenvolver um material que pudesse ser usado com o livro, inclusive em salas de aula, e trabalhasse principalmente com valores que foram, de certa forma, perdidos ou colocados em evidência durante a pandemia.

“Então eu desenvolvi os ‘Pandemimo’s’ – quatro personagens que são uma mutação do coronavírus. O coronavírus é um vírus do mal, com valores negativos. E os ‘Pandemimo’s’ são os vírus do bem, que sofreram mutação e carregam, cada um, valores positivos para as crianças”, revelou.

E destaca que são quatro cores, cada uma com um símbolo diferente dentro dos olhos, representando um valor – há o amarelo, referente à criatividade, ao dinheiro e ao emprego, que muitos pais perderam na pandemia e precisaram se ‘reinventar’; o verde, que tem relação com o meio ambiente, limpeza, saúde, higiene, cuidados e tudo que foi evidenciado com a aparição da doença; o azul está relacionado a alegria, contato das pessoas e atividades interrompidas pelo isolamento social; e o rosa, que significa o amor ao próximo, compaixão e ajuda, sentimentos muito necessários durante este período.

“A ideia é fazer essa turminha virar personagem. Até consegui alguns, com uma artesã de Pinhal, mas ainda é inviável produzi-los em grande escala. Eles, porém, já estarão no segundo livro que estou produzindo. Gostaria de conseguir parcerias com entidades assistenciais, instituições, empresas ou hospitais, que precisem de materiais de limpeza ou outros. Como eu preciso de uma parceria comercial, deixaria esse local como ponto de venda dos livros e a pessoa que adquirisse os kits, doaria algo, como itens de limpeza, higiene, entre outros, para a instituição”, finalizou Campos.

Para entrar em contato com ele, envie um e-mail para [email protected].

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