
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rogério Caboclo, anunciou na quarta-feira (2) que os pagamentos das seleções de futebol masculina e feminina serão iguais.
A decisão seguiu uma tendência mundial e igualou o pagamento de diárias e premiações para os jogadores e jogadoras das seleções brasileiras.
“Não haverá mais diferença de gênero. O que elas recebem por diária nas convocações, nas premiações, inclusive em Copas do Mundo, será o mesmo valor dos homens. Na Copa, será igual proporcionalmente ao que a Fifa oferece. A CBF está tratando homens e mulheres de forma equânime”, disse Caboclo.
MUDANÇAS
Há dois meses a CBF demitiu o diretor de futebol feminino Marco Aurélio Cunha. Desde então, a especulação era de que a diretora da Federação Paulista de Futebol Aline Pellegrino seria a substituta.
A notícia só se confirmou nesta quarta e a ex-zagueira da seleção foi apresentada junto com Duda Luizelli, que cuidava do setor no Internacional. Pellegrino será a coordenadora da competições femininas, uma nova pasta criada pela entidade, enquanto Luizelli será a responsável pelas seleções brasileiras.
“Foi uma semana de muitas emoções e frio na barriga. Vejo como um sonho se concretizando”, avaliou Pellegrino.
Já Duda Luizelli, diz que “chega com a certeza de que vai lutar para o Brasil ser o melhor do mundo no futebol feminino”.
Caboclo agradeceu a Federação Paulista de Futebol e ao Internacional por liberarem as profissionais e tornarem o sonho em realidade.
HISTÓRICO
A apresentação da dupla é um fato histórico para a seleção brasileira. Pela primeira vez, a CBF terá um departamento completo voltado para o futebol feminino.
Aline Pellegrino e Duda Luizelli serão responsáveis por trabalhar na estrutura por completo, incluindo as competições nacionais, um pedido da técnica sueca Pia Sundhage desde que assumiu o cargo no ano passado. Na gestão de Marco Aurélio Cunha, a seleção era voltada apenas para atender as seleções principal e de base.
EM SÃO JOÃO
O MUNICIPIO entrou em contato com a Cristiany Boratto, técnica da equipe feminina de futsal de São João, que conta com o apoio da Prefeitura e da UniFEOB, que contou sobre esse momento que vive a modalidade.
“Como amante do futebol feminino, estou muito feliz com essa notícia, há muito tempo lutamos por igualdades, por patrocinadores e principalmente apoio. Eu digo por mim, que sempre estou correndo atrás de apoio e o quanto é difícil, a maioria das pessoas não param nem para ouvir, mas graças a Deus, com essa igualdade entre a equipe masculina e feminina, será um grande passo para que nós possamos conseguir algo a mais para as atletas”, comemorou a treinador, que fez questão de elogiar a ex-zagueira da seleção, Aline Pellegrino.
“Gostaria de falar também sobre a Aline, que está fazendo parte da comissão da seleção; ela foi uma grande jogadora e capitã da nossa seleção, o que ela fez como jogadora e mesmo depois de se aposentar não parou de lutar pela modalidade, ela sempre batalhou por equipes de base e, principalmente, por direitos iguais das atletas. Foi merecido ela fazer parte”.




