Projeto de alça viária permanece atravancado em órgão do Estado

Caótico: risco nas conversões irregulares é um dos inúmeros problemas no acesso à Zona Sul (Pedro Souza/O MUNICIPIO)

Passados exatos 48 dias da notícia publicada no O MUNICIPIO, e mesmo já aprovado pelo governo paulista e Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), o projeto para a implantação da alça viária na rodovia Governador Doutor Adhemar Pereira de Barros (SP-342), na saída de São João da Boa Vista para Espírito Santo do Pinhal, continua ‘emperrado’ sob análise na Procuradoria Geral do Estado (PGE).

Previsto para ser construído nas imediações do campus São João da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o dispositivo facilitaria a vida de motoristas e moradores de bairros da zona sul da cidade.

Frequentemente, O MUNICIPIO recebe denúncias e reclamações de condutores daquela região, os quais alegam os constantes riscos de acidentes enfrentados nos horários de pico, enquanto aguardam na fila do acostamento da SP para acessar a avenida Professora Isette Corrêa Fontão.

Enquanto a Prefeitura aguarda uma definição da PGE, a reportagem questionou a administração municipal sobre a possibilidade de criação de algum tipo de mecanismo temporário para desafogar o gargalo no trânsito, a fim de amenizar o congestionamento no acostamento e possíveis acidentes.

Em resposta, Julio de Almeida Lino, engenheiro e diretor do Departamento de Gestão e Planejamento Urbano, voltou a dizer que a futura alça viária é uma obra a ser executada pela concessionária (Renovias) que administra as rodovias da região, mas não tocou no assunto sobre um dispositivo provisório.

“Com o prolongamento da avenida Isette Correa Fontão até o Jardim São Nicolau, cujas obras estão em curso, a Prefeitura criará um acesso seguro ao motorista que trafega no sentido Centro-Parte Alta (Zona Sul)”, afirmou.

‘SUFOCO’
Ao mesmo tempo, motoristas passam ‘sufoco’ na hora de atravessar a pista. É o caso de Romualdo Aparecido Cândido, 46, que mora no Jardim das Flores. “Todo o dia é uma luta na hora de voltar do trabalho. O problema não é tanto esperar no acostamento, pois nem demora. O que me preocupa é que, quando a gente ‘ameaça’ de atravessar, sempre corre o risco de causar algum acidente ou ser atingido por quem está trafegando na rodovia”, contou.

Outra reclamação feita por Ana Carolina Rodrigues, 29, residente no Jardim das Hortências, refere-se ao abuso de alguns motoristas, especialmente motociclistas. “Eles não respeitam a fila no acostamento, invadem de uma vez e quase bate na gente. Alguns nem seta dão”, reclamou.

PARA LEMBRAR
Em 29 de outubro de 2019, prefeito Vanderlei Borges de Carvalho (MDB) e a vereadora Patrícia Magalhães (PSDB) estiveram no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista, onde foram recebidos pelo vice-governador Rodrigo Garcia (DEM).

Na ocasião, o prefeito apresentou uma série de reivindicações, entre elas a duplicação da SP-344, no trecho entre São João e Vargem Grande do Sul, devido à grande ocorrência de acidentes graves no local, e também reiterou o pedido de construção da alça viária na região da Unesp, cujo projeto já estava aprovado pela Artesp e aguardava autorização do governo estadual.

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