
A Polícia Federal deflagrou na terça-feira (7) uma operação para investigar fraudes em benefícios por incapacidade – auxílios por incapacidade temporária e aposentadorias por incapacidade permanente – praticadas por meio de uma organização criminosa composta por médicos, advogados e intermediários, os quais atuariam no Estado de São Paulo e teriam ramificações em Poços de Caldas (MG).
Batizada de Operação Revide, a ação foi desenvolvida por meio da Força-Tarefa Previdenciária, formada pelo o Núcleo de Inteligência Previdenciária e Trabalhista em São Paulo, pela Procuradoria Federal e pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Foram expedidos 23 mandados de busca e apreensão para cumprimento nos estados de São Paulo – nas cidades de São Paulo, Guarulhos e Caieiras – e Minas Gerais – em Poços de Caldas –, além de medidas restritivas de direitos para impedir que os criminosos continuem a delinquir.
Fraudes

Segundo informações divulgadas pela Polícia Federal, as investigações desvendaram que as fraudes acontecem em sede judicial. O perito do juízo foi cooptado pela organização criminosa, pois, em razão do recebimento de propinas, declarava pessoas saudáveis como incapazes para o trabalho. Em uma amostragem inicial, verificou-se que as fraudes provocaram desvios de mais de R$ 13 milhões, porém, em razão do desmantelamento do grupo, estima-se que será evitado um prejuízo de mais de R$ 27 milhões.
De acordo com a PF, os referidos valores dizem respeito a um recorte investigativo, pois, ao que tudo indica, as somas podem ser muito maiores.




