Diretor desmente vereador e explica ‘classificação de risco’

O MUNICIPIO procurou o diretor de Saúde, Lúcio Doval, em busca de explicações sobre as alegações do vereador Fernando Betti (PDT) da suposta carência de médicos na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e de que faltaria um trabalho de conscientização junto à população quanto a procura por atendimento nos Postos de Saúde.

Doval, entretanto, desmentiu o edil em relação aos dois temas. O diretor de Saúde relatou à reportagem que a UPA sanjoanense trabalha com um médico a mais do que o necessário.

“Nossa UPA, por determinação do Ministério, poderia funcionar com dois médicos. No entanto, a gente já possui um médico a mais trabalhando no local. Ou seja, três médicos trabalham durante o dia e outros três durante a noite. Tudo isso visando melhor atendimento para a população que se dirige até a UPA”, detalhou o diretor de Saúde.

CLASSIFICAÇÃO DE RISCO

Outra situação alegada pelo edil na sessão da Câmara foi a respeito da suposta falta de um trabalho de conscientização da Prefeitura de São João em relação aos atendimentos de menos urgência serem realizados nas Unidades de Saúde dos bairros. Segundo o vereador, a ausência desta ação faz com que ocorra acúmulo de pacientes na UPA.

Questionado sobre isso, Lúcio Doval apontou que este trabalho de conscientização começou logo no início deste ano, quando foi implantada a classificação de risco para os atendimentos da Unidade.

As cores Amarela e Vermelha são aplicadas para pacientes que necessitam de urgência no atendimento, ou seja, que precisam realmente ser atendidos na UPA. Já as cores Verde e Azul são inseridas para usuários com patologias mais leves e que poderiam procurar os Postos de Saúde dos bairros para verificar o problema.

“Mais de 70% dos nossos atendimentos são para pacientes classificados com as cores Azul e Verde. De acordo com essas classificações, eles poderiam ter procurado atendimento nos próprios bairros. É por isso que existe a classificação de risco, pois a prioridade precisa ser para os casos graves [cores Amarela e Vermelha], que são os que a UPA é determinada a atender”, descreveu.

Lúcio Doval pontuou, ainda, que os pacientes classificados com as cores Verde e Azul, como não são atendimentos de urgência, muitas vezes levam um tempo a mais para serem atendidos.

“Não negamos atendimento a ninguém, mas precisamos atender primeiramente os de classificação de urgência. Quando chega a vez de pacientes que estão classificados com as cores Azul e Verde, nós realizamos todo procedimento necessário com eles e, posteriormente, explicamos que ele poderia ter procurado o posto de Saúde de seu bairro”, finalizou.

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