
A Cidade das Artes, complexo cultural situado em São João da Boa Vista, à rua Santo Antonio, nº 632, bairro São Benedito (antiga Ceagesp), abriga entre outras instalações, o Teatro Profª Lucila Martarello Astolpho, com capacidade para acomodar até 250 pessoas.
‘Dona’ Lucila, que irá completar 89 anos no próximo mês, atuou em São João, como professora nas áreas do Ensino Fundamental – ciclo I, Ensino Superior na área da Educação, ministrou aulas de Filosofia da Educação, Didática, entre outras disciplinas, durante 34 anos na então Feob, onde também atuou como diretora do curso de Pedagogia, tendo lá se aposentado.
Também foi diretora do Museu Histórico e Pedagógico Dr. Armando Salles Oliveira e é conhecida por ser autora da letra do hino de São João da Boa Vista.
Apaixonada por Teatro e artes desde a juventude, dona Lucila fazia parte de grupos teatrais em São João e até hoje, quando necessário, declama poemas com muito jogo de expressão.
“Formamos um grupo de teatro amador e nos apresentamos no Teatro Municipal. O grupo era dirigido pelo doutor Palmiro Ferranti e o Padre Davi era o diretor espiritual. Não havia, na época, premiações, o intento era auxiliar instituições de caridade, ajudando inclusive na captação de verbas para construção da igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro”, lembrou.
E acrescentou que do elenco faziam parte, além dela, Helio Correa Fonseca, Alcides Soares, Wanderley Perri, Lucio Pierini, Joénio Gamba, Paulinho Sanseverino, Norma Gianelli, Tetezinha Barauna, Carmela Lombardi, Aparecida Camargo e Marli Martarello.
Sobre a fonte de inspiração para compor a letra do hino a São João da Boa Vista, que menciona como Deus, ao criar o universo, moldou este município, dona Lucila revelou que foi o amor pela cidade e seus encantos.
Sobre ter seu nome no Teatro Cidade das Artes, a professora descreveu que recebeu como uma homenagem e sentiu-se muito lisonjeada por esta lembrança.
“Receber uma homenagem dessas, vinda da população, obviamente me deixou muito honrada e lisonjeada. Quem recebe uma honraria dessas só pode se sentir muito bem. Foi uma surpresa muito agradável. Agradeço muito ao Helinho Fonseca e ao Rodrigo Falconi pela indicação, à Câmara Municipal e ao prefeito Vanderlei pela aprovação”, disse.
Ela ainda se lembrou que o grupo teatral do qual fez parte não tinha um nome especial, era chamado ‘Teatro Escola’ e também recebia orientações do inspetor escolar, Roberto Almeida Júnior e de sua esposa.
E até hoje mantém contato com alguns colegas-atores, como Carmela Lombardi, Marli Martarello, Terezinha Baraúna (Tuta) e Norma Gianelli. Os outros já faleceram.





Justa homenagem. Parabéns Da. Lucila. Parabéns!
Peco e Neiva.