
A Justiça do Trabalho está averiguando a remoção de alguns equipamentos da metalúrgica PVD, unidade do Grupo D7. Situada no Distrito Industrial, a empresa encerrou suas atividades recentemente e se encontra com seus bens bloqueados. Esta medida foi determinada após o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Elétricos ingressar com um pedido de medida cautelar, visando garantir os direitos dos 67 funcionários que haviam sido demitidos.
Apesar desta determinação, alguns bens foram retirados no sábado (9), o que motivou a instituição sindical a acionar a Justiça do Trabalho. Ao tomar conhecimento do fato, a juíza Vanessa Cristina Pereira Salomão determinou na terça-feira (12) que um oficial de Justiça fosse até a metalúrgica para verificar se os bens constantes no auto de arresto permanecem no barracão. Ainda no documento, ela destacou que, se constatada a retirada de algum bem, o diretor da D7 Evandro de Freitas Ferreira – o qual é o depositário nomeado no auto – deveria indicar a localização destes e o motivo de sua remoção do galpão.
AVERIGUAÇÃO
Na manhã de quarta-feira (13), o oficial de Justiça esteve na empresa onde constatou que maior parte dos bens arrestados permanece no local, com exceção de sete matrizes, duas máquinas tampográficas e três containers. Diante disso, ele foi até a residência do diretor e lhe intimou. Segundo o oficial, Freitas lhe informou na ocasião que estes bens foram levados para Pirajuí (SP), porém, alegou que não se recordava precisamente do endereço e prontificando-se a informar-lhe posteriormente.
O diretor ainda relatou que a retirada dos equipamentos foi por motivo de segurança, uma vez que são de elevado valor e a vigilância da unidade se encontra reduzida. Além disso, justificou a remoção dos bens para manter a sua conservação e evitar danificações, citando os containers que se encontravam em locais descobertos.
O advogado Alexandre Pires, que defende a metalúrgica na Justiça, explicou que apenas foram retirados insumos de matéria-prima, que não estavam arrolados no termo de arresto. “Foram levados para manutenção e melhor guarda os containers em razão de que os mesmos foram danificados no dia da rescisão. As duas máquinas tampográficas são pequenas e de alto valor. Como a empresa está sem segurança, o Evandro pediu para guardá-las em ambiente mais seguro”, relatou. “Ademais, somente há uma ordem de arresto e o Evandro é depositário, nada impedindo que isso seja feito para melhor guarda dos bens”, destacou.
MAQUINÁRIOS
Assim que o fechamento da metalúrgica foi anunciado, surgiram comentários que os equipamentos seriam desmontados e levados para sua unidade de Pirajuí. Em entrevista concedida na época ao jornal O MUNICIPIO, Freitas afirmou que isto não é verídico. “Não procede a informação, visto que a unidade de Pirajuí não comporta a instalação dos maquinários de São João, ou seja, não há espaço”, explicou. “O fato é que o prédio é locado. O contrato de locação será rescindido e, devido a isso, é obrigação da empresa retirar todos os maquinários e objetos, para devida entrega do prédio livre e desimpedido”.
ENTENDA O CASO
A metalúrgica PVD, unidade do Grupo D7, anunciou o encerramento de suas atividades no final de abril, demitindo 67 colaboradores sem aviso prévio. A empresa alega que esta decisão foi tomada devido ao impacto da crise econômica ocasionada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) em seus negócios.
O fato tem sido questionado pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Elétricos de São João da Boa Vista, o qual acionou a Justiça do Trabalho. Diante da situação, a juíza Vanessa Cristina Pereira Salomão acolheu o pedido e deferiu a liminar, determinando o bloqueio de todos os bens da metalúrgica.




