
Em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e a incerteza do retorno do futebol no país, o presidente da Caldense, Rovilson Ribeiro decidiu encerrar os contratos de todos os jogadores do elenco de futebol profissional, que chegaram ao fim no último domingo (26), data originalmente prevista para o término do Campeonato Mineiro 2020.
A competição está suspensa desde o dia 15 de março e não tem uma data prevista para retorno, por isso a diretoria da Veterana optou por não renovar os contratos dos atletas.
“Não temos uma definição da Federação Mineira de Futebol e nem da Confederação Brasileira de Futebol em relação à realização das competições [desfecho do Campeonato Mineiro e Série D]. Portanto, para economizarmos e evitarmos gastos desnecessários, os contratos foram todos encerrados”, disse.
Além do término de contratos, o cartola pontuou a situação de incerteza dos clubes do interior e comentou sobre as atividades da questão social da Veterana, que precisou fechar o clube aos associados como medida de prevenção à Covid-19.
CAMPANHA ATÉ A PARALISAÇÃO
Antes da pandemia e da paralisação do Campeonato Mineiro, a Caldense ocupava a 4ª colocação do Estadual restando duas rodadas para o fim da primeira fase. A veterana chegou a assumir a ponta da competição e estava na briga para ficar no G-4 e disputar as semifinais do torneio.
“A gente tinha uma expectativa boa, porque em 2019, quando fizemos a parceria e disputamos a Série D, o time foi o melhor na fase de classificação. Por conta desse trabalho nós resolvemos pela manutenção do time e da parceria. Ficamos felizes pelo trabalho que foi realizado até a suspensão do torneio e tristes por ter perdido a sequência por conta da pandemia. A retomada vai exigir um período de preparação”, avaliou.
Rovilson garantiu que vai tentar a permanência dos atletas quando as competições retornarem. Entretanto, garantidos para o futuro da Veterana estão, até o momento, os jogadores da parceria do clube com empresários, como é o caso do goleiro Alyson, do zagueiro Lucas Mufalo, do atacante Artur e de outros 11 atletas.
CLUBE PARADO
A Caldense mantém o clube social com grande número de associados. Por conta do coronavírus, como medida de prevenção, o clube foi fechado ao quadro de sócios e apenas serviços internos são realizados.
“O associado fica angustiado porque gosta de estar aqui fazendo as atividades, o fluxo é muito grande, temos as escolinhas das crianças. Ficamos chateados, mas é algo que não tem como tomarmos alguma medida de abertura sem o aval da vigilância sanitária. Estamos seguindo todas as recomendações das autoridades de saúde e da Organização Mundial de Saúde”, lamentou.
A sede social da Caldense foi fechada aos sócios no dia 21 de março por conta da pandemia.
“Estamos com as portas fechadas para todas as atividades. Mas estamos trabalhando na parte interna, porque o clube, a sede social é muito grande. Estamos fazendo reformas e manutenções importantes. Estamos com funcionários trabalhando de forma alternada na manutenção, na limpeza e também na parte administrativa. Eu, por exemplo, venho todos os dias, pois temos que cuidar da parte financeira e dos compromissos assumidos pelo clube que temos que honrar”, explicou.
O time da Veterana fez a última partida no dia 14 de março, na derrota de virada para o Tombense, em Tombos (MG).




