
São João da Boa Vista avançou com a epidemia de dengue e registrou 912 ocorrências confirmadas na última quinta-feira (23), pelo setor de Vigilância Epidemiológica, órgão subordinado ao Departamento Municipal de Saúde.
Devido ao foco voltado para a pandemia de coronavírus (Covid-19), a atualização dos dados da dengue em São João ficou temporariamente suspensa por conta da força-tarefa do Departamento de Saúde.
NÚMEROS
Segundo a Vigilância Epidemiológica, com estatística divulgada na quinta, o quadro mostra que foram 610 casos a mais em relação ao boletim divulgado em 26 de fevereiro, o que dá uma média de 23,4 ocorrências por dia de lá para cá.
Vale destacar também que este último registro apontou 1.588 casos notificados, sendo que 886 foram contraídos na própria cidade e 26 de outros municípios. No total, 321 foram negativados e ainda possuem 355 pessoas aguardando resultados.
A cidade vive o auge da Covid-19, com um óbito confirmado e 19 casos positivos. Mas outro problema que causa preocupação à população sanjoanense é o números alto dos casos de dengue, principalmente em relação à 2019. Se comparados os 912 casos atuais aos computados nos 12 meses do ano passado, quando foram registrados 240 casos, o acréscimo percentual é de 280%.
Além da dengue, o Aedes aegypti também é o mosquito transmissor de outras três doenças, como chikungunya, zika e febre amarela.
Confira o gráfico a evolução dos casos de dengue em São João desde o dia 26 de fevereiro:

MULTA
Há cerca de dois meses, diante da epidemia de dengue, o prefeito Vanderlei Borges de Carvalho (MDB) reuniu diretores municipais e profissionais do setor de Vigilância Epidemiológica e Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) para definir estratégias mais rígidas de combate à doença.
Uma das ações envolve a aplicação de multas para locais em que forem encontradas larvas do mosquito Aedes aegypti. A penalização é uma forma de fazer com que donos de imóveis, locatários ou responsáveis mantenham suas áreas (edificadas ou não) devidamente limpas.
Os moradores que impedirem a entrada dos profissionais de Vigilância Ambiental e agentes Comunitários de Saúde para a execução de serviços de inspeção, verificação, orientação e aplicação de inseticida também serão autuados e posteriormente multados.
A medida está em conformidade com a Lei 3.798, de 26 de fevereiro de 2015, que foi elaborada pelo Poder Executivo Municipal e aprovada na Câmara de Vereadores.




