
O UniFAE (Centro Universitário das Faculdades Associadas de Ensino) se manifestou oficialmente na quarta-feira (22) a respeito da reivindicação dos estudantes de Medicina que pedem a antecipação da colação de grau para atuarem no combate a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).
Em nota publicada em suas redes sociais, a reitoria e a coordenação do curso relatam que estão acompanhando, atentamente, toda a legislação e as mudanças, quase diárias, decorrentes da crise originada pela doença. No comunicado consta que o Centro Universitário tem se orientado pelas recomendações das autoridades sanitárias e está alinhado com as demais escolas de Medicina do Estado de São Paulo, que se encontram sob jurisdição do Conselho Estadual de Educação.
Diante disso, o UniFAE esclarece que, em relação à antecipação da formatura de Medicina, seguirá a decisão que vier a ser tomada pelo Conselho Estadual de Educação. “Outro posicionamento só será possível caso haja orientação diversa no âmbito judiciário. No momento, não existe amparo jurídico para esta decisão”, consta na nota.
A reitoria e a coordenação do curso afirmam que, em relação à volta do internato, diante da manifestação, agora favorável dos universitários, estão sendo tomadas as providências necessárias. “A previsão é que ocorra na primeira quinzena de maio, dependendo da autorização da Santa Casa e da compra dos equipamentos de segurança, EPIs, providência que já foi solicitada ao departamento de licitação do UniFAE”, relatam.
ENTENDA O CASO
Os alunos do 12º semestre de Medicina reivindicam ao Centro Universitário a antecipação da colação de grau. O intuito desta solicitação é para que eles possam somar forças no combate à pandemia em São João da Boa Vista. O caso veio à tona no domingo (19), após a exibição de uma reportagem do programa Fantástico, da TV Globo, onde um dos estudantes foi entrevistado.
Os universitários alegam que já possuem o mínimo de horas necessárias cumpridas, de acordo com o projeto pedagógico aprovado pelo Conselho Estadual de Ensino em 2014, além de 75% da carga de internato estabelecida pela Medida Provisória nº.: 934, do Ministério da Educação (MEC).
Diante da situação, eles contrataram um escritório de advocacia para cuidar do caso e uma notificação extrajudicial foi encaminhada ao UniFAE na segunda-feira (20), sendo entregue ao reitor Francisco Arten, solicitando providências.




