Flagrado descarte irregular de lixo e vaso sanitário em calçada

Moradores de residencial cobram conscientização de vizinhos para frear despejo de resíduos sólidos e avanço da dengue (Ignácio Garcia/O MUNICIPIO)

Alguns moradores do conjunto residencial Eldorado, localizado à rua Henrique Martarello, no Jardim São Paulo, em São João da Boa Vista, denunciaram o descontentamento com uma parcela de residentes do conjunto, que faz o descarte irregular de lixo, móveis e outros materiais na calçada. Nesta semana, um vaso sanitário descartado no local acumulava água da chuva, tornando-se um provável criadouro para o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.

Ouvidos pela reportagem, eles alegaram que a preocupação vai além das dependências do imóvel. Disseram que em alguns terrenos nas redondezas, é possível observar o depósito irregular de resíduos sólidos, bem como entulhos de materiais de construção, sacos de lixo espalhados – muitos deles rasgados por catadores de recicláveis – além de garrafas pet e outros recipientes plásticos.

Na quarta-feira (12), agentes de Vigilância Ambiental compareceram ao condomínio – durante trabalho de campo – para conversar com os moradores e observar a real situação no espaço e também nas imediações.

Uma moradora, que pediu sigilo do nome por temer represálias por parte de vizinhos, alega que a situação é frequente. “E não é somente problema para a prefeitura resolver, não. As pessoas têm que se conscientizar e mudar o comportamento. Do que adianta cobrar por bons serviços do poder público se também não colabora?!”, considerou.

Risco: vaso sanitário foi descartado e acumula água da chuva (Ignácio Garcia/O MUNICIPIO)

O vigia Fábio Zaltrão, 36, também reside em imóvel à Henrique Martarello e se diz indignado com a falta de consciência de alguns moradores das imediações, que depositam lixo e todo o tipo de material no local.

“Importante seria um trabalho de conscientização dos moradores, que se mobilizassem e instalassem uma lixeira. É um absurdo jogarem uma ‘privada’ ali. Mas já vi porta, armário, sofá; sem contar quando jogam todo tipo de lixo no córrego que corta o Jardim Fleming e o Jardim São Paulo, o mesmo que sai [desemboca] no piscinão”, contou.

Zaltrão foi diagnosticado com dengue no dia 7 de fevereiro. O pai dele, de 67 anos, mora à rua Ademaro Andrade Nogueira, bem perto dali, e também teve dengue no ano passado. A irmã, de 32 anos, teve dengue hemorrágica. “Agora, eu que faço o ‘trabalho de casa’, estou com dengue. E quem não faz, nunca teve [a doença] e também não se preocupa com o vizinho”, argumentou.

‘Lixão’: resíduos orgânicos e descartáveis despejados de forma irregular mostram descaso (Ignácio Garcia/O MUNICIPIO)

PREFEITURA
Segundo João Gabriel de Paula Consentino, diretor do Departamento Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento, os agentes ambientais visitaram o local, em um trabalho de rotina, para verificar se há criadouros de mosquito da dengue.

“Quando o cidadão é flagrado despejando lixo na frente do condomínio ou no córrego, ele é multado. Mas é difícil flagrar. Então, a Prefeitura recolhe o lixo. É realmente uma questão de educação”, explicou.

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