Cajón del Maipo e Concha y Toro: dos Andes ao vinho

Cajón del Maipo: destino será Embalse el Yeso, um local em meio à Cordilheira dos Andes (Pedro Souza/O MUNICIPIO)

Franco Junior
e Pedro Souza
Do Chile

Outros locais que o viajante não pode deixar de conhecer caso esteja de passagem por Santiago, no Chile, é Cajón del Maipo e a vinícola Concha y Toro. E, nesta terceira matéria especial sobre a passagem do O MUNICIPIO pela capital chilena em meio aos protestos que já duram mais de um mês, a reportagem contará um pouco sobre os pontos.

O primeiro deles é Cajón del Maipo, em que o destino será Embalse el Yeso: um local em meio à Cordilheira dos Andes, em que o turista verá, de perto, um lago artificial com águas esverdeadas que funciona como uma represa, sendo a principal fonte de abastecimento de água na cidade de Santiago. Isso a 3.000 metros acima do nível do mar.

O segundo é Concha y Toro, principal marca de vinho do país, em que a vinícola é considerada a Disney pelos viajantes, por conta da grande extensão de plantações e pelo tour pela adega, que faz os presentes conhecerem diversos detalhes referentes à fabricação do vinho.

CAJÓN DEL MAIPO
Para conseguir chegar ao local será preciso uma viagem de aproximadamente duas horas e a melhor opção, se você estiver com mais três pessoas, é pedir para que um táxi te leve até lá. O preço sai mais em conta, pois um tour para lá fica entre R$ 300 e R$ 450.

Entretanto, com uma boa negociação com um taxista, o preço – já incluindo a ida para Concha y Toro com as entradas – fica por 200 mil pesos chilenos, que convertidos em reais, na cotação atual, fica R$ 1.069,40 (R$ 267,35 para cada um dos quatro integrantes do passeio).

Para conseguir fazer os dois passeios (Cajón e Concha y Toro), é interessante sair pela manhã. A reportagem iniciou os passeios às 8h e, uma hora depois, logo que o táxi saiu da área urbana de Santiago e começou o caminho para San José del Maipo, o taxista, chamado Hector, apresentou o Túnel Tinoco, pedindo que os integrantes do passeio passassem pelo espaço a pé para esticar um pouco as pernas e ele encontraria todos ao final do local.

No início aparentava ser uma brincadeira de Hector, pois parecia que o túnel não tinha fim. Mas, deixando um pouco o medo de lado, por conta de que o local é totalmente escuro e sem nenhum tipo de saída, andando um pouquinho – e contando com a ajuda da lanterna do celular – logo dá para notar que é um lugar seguro e que, pasmem, há uma saída.

Esse túnel serviu de caminho para os trens entre 1914 até 1980 e, agora, ao final dele há um santuário em homenagem a Willy, um jovem de 18 anos que tirou a própria vida dentro do túnel. As pessoas levam objetos e fazem pedidos e agradecimentos até hoje.

Diversos artigos da Universidad de Chile, equipe de futebol de Santiago, estão no local. Hector, o motorista, que é torcedor do Colo-Colo, maior rival da La U, disse que os objetos estão lá para que o time não caia para a série B ou para que o time, finalmente, tenha um estádio e deixe de jogar no campo pertencente à prefeitura de Santiago.

Ao final do Túnel Tinoco, oferendas são deixadas ao falecido Willy (Franco Junior/O MUNICIPIO)

EMBALSE EL YESO
Depois da passagem pelo Tinoco tem início a subida pela Cordilheira dos Andes até chegar em Embalse El Yeso, destino final da primeira parte da viagem. Pelo caminho é possível observar diversas paisagens naturais proporcionadas pelos Andes e os viajantes também passam pelo local em que, em julho deste ano, duas crianças brasileiras, as pequenas Khálida Trabulsi Lisboa, de 3 anos, e Isadora Bringel, de 7, sofreram um acidente fatal após um desmoronamento.

Já no Embalse el Yeso, mesmo com sol, ventava muito e a temperatura estava mais baixa, até porque o local está a 3.000 metros acima do nível do mar. Por lá é possível tirar diversas fotos em meio aos Andes, respirar um ar puro e conhecer também o lago artificial. É um destino a ser conhecido durante uma passagem pelo Chile.

CONCHA Y TORO
Depois da aventura na altitude, Hector levou a reportagem e os integrantes do passeio para Concha y Toro, maior e mais famosa vinícola chilena, em que os diversos tipos de vinho são encontrados facilmente para serem comprados em São João da Boa Vista.

O tour pela adega começa em sua plantação em que a guia, caso você opte, faz toda a apresentação em português. Depois de ver de perto alguns tipos de uva, hora de tomar uma taça de vinho branco, após explicação de como extrair o melhor sabor com a bebida já em sua taça: servindo o vinho e girando levemente o recipiente antes de beber.

Logo em seguida foi apresentado o vinho Casillero del Diablo, mais antigo tipo fabricado pela marca. E a adega em que o vinho é armazenado, em diversos barris, feitos de madeira específica, mantém toda a construção original, feita a quatro metros abaixo da terra, pelo fundador de Concha y Toro, Don Melchor de Concha y Toro.

Mais dois tipos de vinho são oferecidos aos visitantes e, na vinícola, ainda é possível almoçar e comprar alguns produtos na loja oficial. Alguns com preços mais em conta e outros em que o valor está maior do que em mercados no centro da Santiago.

Loja da vinícola Concha y Toro (Pedro Souza/O MUNICIPIO)

MAIS CHILE
Nas próximas reportagens especiais sobre o Chile, publicadas sempre aos sábados, O MUNICIPIO trará um pouco sobre a vida noturna de Santiago e também falará sobre o Sky Costanera, shopping em meio do qual está o maior prédio da América do Sul. Nele é possível ver a capital chilena pelo último andar [do prédio], localizado a 300 metros de altura.

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