São João tem 0,06 criadouro do Aedes aegypti por residência

Vasos de plantas: estão entre os recipientes móveis com maior prevalência de larvas do Aedes (Reprodução/Josi Pettengill)

Balanço inédito realizado pela Secretaria de Estado da Saúde apontou que São João da Boa Vista está em situação satisfatória sobre criadouros do mosquito Aedes aegypti, que transmite dengue, zika e chikungunya.

Segundo Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre julho e setembro pela Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), São João tem, em média, 0,06 criadouro do mosquito por residência.

Já na região sanjoanense, abrangida pelo Departamento Regional de Saúde (DRS-14), o estudo apontou, ainda, que em cada residência existe, em média, ao menos 1,1 foco do mosquito transmissor das três doenças. Apenas Casa Branca aparece com situação de alerta, com 2,29 criadouros por imóvel.

Já os outros municípios que aparecem dentro da classificação satisfatória são: Mococa (0,92); Aguaí (0,89); Estiva Gerbi (0,81); Santa Cruz das Palmeiras (0,41); Mogi Mirim (0,39); Vargem Grande do Sul (0,27); Tambaú (0,23); Mogi Guaçu (0,21); Espírito Santo do Pinhal (0,17); já Caconde, Divinolândia, Itapira, Itobi, Santo Antônio do Jardim, São José do Rio Pardo, São Sebastião da Grama e Tapiratiba, o índice foi de 0,00.

PESQUISA
A pesquisa classificou os tipos de recipientes em: depósitos elevados (sótãos); depósitos não elevados (porões); móveis (vasos de plantas, garrafa pet, potes plásticos); fixos (calhas, lajes, piscinas) pneus; passíveis de remoção (toldos, entulhos, sucatas) e os naturais (plantas, ocos de árvore, bambu por exemplo).

A maior prevalência de larvas do Aedes é em recipientes móveis, chegando a 0,6 criadouro por casa vistoriada. Os depósitos elevados e não elevados, bem como os recipientes naturais e pneus apresentaram índices pouco expressivos, mas também é preciso manter atenção a esses locais, impedindo o acúmulo de água.

“Manter o meio ambiente limpo e preservado contribui para a saúde coletiva. Como 80% dos criadouros do Aedes aegypti estão nas residências, pedimos a colaboração de toda a população para combater o mosquito e, assim, garantir a prevenção contra dengue, zika e chikungunya”, disse o Secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann.

No Estado, o resultado do levantamento indicou que dos 614 municípios que participaram do balanço, 489 apresentam situação satisfatória – incluindo São João -, 128 estão em alerta – como é o caso de Casa Branca (2,29) – e somente sete municípios (Barra do Turvo, Bento de Abreu, São Vicente, Tuiuti, Pedrinhas Paulista, Restinga e Jacupiranga) estão em situação de risco quanto à proliferação do mosquito.

CÁLCULO
A pesquisa foi feita por profissionais da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias). A classificação de um local como satisfatório, alerta ou risco é calculada com base no Índice de Infestação Predial (IIP). Esse indicador entomológico é calculado pelo número de recipientes com presença de larvas de Aedes aegypti em 100 imóveis pesquisados, sendo considerados satisfatórios aqueles com até 1; alerta, de 1 a 3,9; e risco, acima de 3,9.

Conforme diretriz do SUS (Sistema Único de Saúde), o trabalho de campo para enfrentamento ao Aedes é responsabilidade dos municípios. O Governo do Estado dá suporte no diagnóstico (por meio do Instituto Adolfo Lutz) e em ações de treinamento e monitoramento, com apoio da Sucen.

CENÁRIO EPIDEMIOLÓGICO
Em 2019, até 11 de novembro, foram notificados 390.654 casos de dengue, com 256 óbitos. Houve ainda 72 casos de zika e 280 de chikungunya, sem óbitos de ambas as doenças.

A dengue é uma doença sazonal, com oscilação de casos e aumento a cada três/quatro anos, em média.

Em 2015, por exemplo, SP registrou recorde de infecções, com 709.445 casos e 513 óbitos. Devido a circulação do sorotipo 2 de dengue, neste ano, mesmo os pacientes que já tiveram dengue tipo 1, por exemplo, estão suscetíveis a infecções, o que contribui para o aumento de casos e até mesmo para a ocorrência de quadros clínicos mais graves.

Neste ano, dez cidades concentram 43,2% dos casos de dengue confirmados e somam 169.062 casos. A saber: São José do Rio Preto (32.822); Campinas (26.246); Bauru (26.088); Araraquara (23.876); São Paulo (16.617); Ribeirão Preto (13.748); Birigui (7.916); Araçatuba (7.782); Presidente Prudente (7.584) e Guarulhos (6.383).

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