
Cada cidadão sanjoanense produz, em média, um quilo de lixo por dia, número semelhante aos dados nacionais, que apontam que cada brasileiro é responsável por gerar esta quantidade diariamente. Desta forma, segundo dados da Prefeitura de São João, 100 toneladas de lixo são coletadas pelos serviços especializados contratados e disponibilizados pela administração municipal.
Além deste trabalho, a prefeitura realiza o Serviço de Coleta Seletiva, que visa o recolhimento de materiais recicláveis. De acordo com o Assistente Técnico de Direção do Departamento de Meio Ambiente, Réberson Menezes, responsável pelo programa, a administração recolhe, semanalmente, 13,5 toneladas de lixo reciclável. Por dia, montante chega a 1,9 tonelada e, no mês, até 56 toneladas. Toda a produção é encaminhada para a Cooperativa Coopermax, que realiza o trabalho de reciclagem.
Menezes chama a atenção dos sanjoanenses para que nenhum outro tipo de lixo seja colocado na mesma sacola dos recicláveis. “Cerca de uma tonelada desse material recolhido mensalmente está contaminada por lixo orgânico doméstico”, destacou.
A prefeitura sanjoanese realiza o trabalho de Coleta Seletiva de segunda a sábado, sendo que em cada área da cidade o serviço é realizado em um dia da semana (conforme a foto ilustrativa).
ECOPONTOS
Em busca de criar na cidade mais uma solução para o lixo, o vereador Sebastião Neris (PV) idealizou anteprojeto de lei que visa a construção de ecopontos em São João da Boa Vista. A proposta foi apresentada durante a sessão da Câmara Municipal, em outubro, e encaminhada à Prefeitura de São João.
Desde que foi enviada à administração municipal, a sugestão ainda não teve uma resposta se será acatada ou não. Para se tornar lei e os pontos de coleta serem construídos, o prefeito Vanderlei Borges de Carvalho (MDB) precisa enviar novo projeto ao Legislativo sanjoanense para que os vereadores posam aprová-lo.
Durante explanação na Tribuna do Legislativo, Neris destacou, na oportunidade, o descarte de lixo feito de maneira irregular em alguns terrenos da cidade e salientou que os ecopontos irão contribuir para que todo tipo de dejeto (plástico, alumínio, construção civil, entre outros) seja melhor aproveitado após a utilização.
“Como vereadores, temos que pensar em ações para o futuro. O problema do lixo é atual, mas precisamos dar um passo visando o bem das gerações futuras. Por isso, idealizei este projeto e espero que seja acatado pelo prefeito [Vanderlei Borges de Carvalho]. A implantação de ecopontos irá contribuir para darmos o destino correto ao lixo gerado na cidade”, disse.

URE NOVA SÃO JOÃO
Outra situação que contribuirá com o melhor destino do lixo em São João da Boa Vista e com os trabalhos realizados pela prefeitura é a construção de uma usina na cidade. Desde o ano passado, o grupo Mitima, formado por empreendedores brasileiros e italianos com empresas parceiras da Escócia, Canadá e da Itália, planeja uma usina de recuperação de energia no município.
A Usina de Recuperação de Energia (URE) Nova São João – como foi denominado o empreendimento -, que prevê investimento de R$ 120 milhões na planta sanjoanense, transforma o lixo em energia e será, segundo os responsáveis, a primeira usina do Brasil a realizar este processo.
A usina terá capacidade para tratar 150 toneladas de lixo urbano por dia e vai gerar cerca de 5MW/h de energia elétrica. O grupo internacional tem planos ambiciosos: pretende implantar 200 usinas no Brasil, sendo a sede nacional da Mitima em São João da Boa Vista.




