
A Prefeitura de Casa Branca anunciou que irá substituir cerca de 2 mil pés de murta por outras árvores ornamentais e frutíferas até o final de 2019. O objetivo é prevenir o greening, uma doença que ataca os pomares de laranja e causa queda na produção. A planta hospeda o psilídeo, um inseto que transmite a bactéria causadora da doença.
De acordo com o Departamento de Agricultura e Meio Ambiente, a cidade tem uma lei proibindo a murta no perímetro urbano e a união da administração municipal com o setor produtivo da laranja tem sido essencial para a substituição da espécie.
“Existe uma lei em Casa Branca que consta que essas plantas devem ser erradicadas. O Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura) procurou os produtores de laranja da região e eles estão fazendo o fornecimento dessas mudas para que sejam repostas no lugar das murtas”, explicou a Assessoria de Comunicação do Poder Executivo.
Conforme informado, a cada duas mudas de frutíferas ou ornamentais, a prefeitura casabranquense retira uma murta da cidade. Na entrada do Cemitério Municipal, por exemplo, cerca de 50 murtas já foram substituídas.
A DOENÇA
O greening é uma doença causada por bactérias que afeta os citrus – laranja, limão e tangerina. Quando infectadas, as plantas ficam com suas folhas amareladas, onde podem ser observadas manchas irregulares. Ocorrem também malformações nos frutos e é necessário arrancar a árvore para não contaminar o pomar inteiro.
POTENCIAL
Casa Branca é a maior produtora de laranja do Brasil desde 2012, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em 2018, o município produziu 510 mil toneladas da fruta, que geraram R$ 270 milhões para a economia local. Além disso, a cidade é a que mais gerou riqueza vinda da produção de laranja dos últimos sete anos, estando posicionada entre os três primeiros anos desde 2008.




